Novas mortes confirmadas e situação epidemiológica
Pernambuco registrou mais duas mortes por dengue, elevando para seis o número total de óbitos causados pela doença em 2026. As vítimas são uma mulher de 58 anos e um menino de nove, ambos moradores de Paulista, na Região Metropolitana do Recife, que faleceram em 17 de julho. A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) divulgou esses dados no boletim epidemiológico publicado em 21 de outubro.
Segundo o levantamento, a mulher possuía comorbidades, enquanto o menino não tinha doenças pré-existentes. As vítimas não tinham parentesco e suas identidades foram preservadas. O último óbito havia sido registrado em 7 de maio, envolvendo um homem de 60 anos, residente em Olinda.
Aumento significativo nos casos e desafios para a saúde pública
Entre 4 de janeiro e 17 de outubro, Pernambuco notificou 52.056 casos suspeitos de dengue, o que representa um aumento de 31,8% em comparação ao mesmo período de 2025. Desses, 12.595 foram confirmados, com 713 casos classificados como graves. Esses números indicam que a dengue permanece uma preocupação constante para as autoridades de saúde, mesmo diante de uma tendência de queda observada pela vigilância estadual.
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Eduardo Bezerra, diretor-geral de Vigilância Ambiental da SES-PE, explica que o estado enfrenta casos fora do período sazonal típico, fenômeno conhecido como extrassazonalidade, influenciado pelas condições climáticas associadas ao El Niño e pela circulação contínua do vírus.
Outras arboviroses e orientações para prevenção
Além da dengue, Pernambuco notificou 7.456 casos suspeitos de chikungunya, com 433 confirmações. Para a zika, foram 1.374 notificações, porém sem casos confirmados até a divulgação do boletim.
A SES-PE reforça a importância de eliminar locais que acumulam água para evitar a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor dessas doenças. Entre as recomendações estão manter caixas-d’água e reservatórios bem fechados, limpar calhas, tampar ralos e armazenar garrafas de cabeça para baixo. Pneus, latas e outros objetos que possam acumular água da chuva devem ser descartados de forma adequada.
Para quem apresenta febre, a orientação é buscar uma Unidade Básica de Saúde para avaliação, mesmo na ausência de outros sintomas típicos das arboviroses. O monitoramento constante dos casos e o combate aos criadouros são essenciais para reduzir a transmissão e evitar complicações futuras.
