Novos medicamentos contra câncer chegam ao SUS na Bahia
Nove medicamentos inovadores para o tratamento do câncer passam a ser oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na Bahia. O anúncio ocorreu em Salvador, durante um evento nacional no Centro Estadual de Oncologia (Cican), nesta terça-feira (20). Essa medida amplia as opções de tratamento disponíveis para pacientes oncológicos nas unidades públicas do estado.
Os fármacos abrangem 13 indicações, incluindo cânceres de mama, próstata, pulmão, rim, estômago e linfomas. De acordo com o Ministério da Saúde, até o final do ano, outros 14 medicamentos devem ser incorporados, totalizando 23 novas opções e aumentando em 35% o leque de tratamentos oncológicos na rede pública.
Impacto financeiro e acesso facilitado
O governo federal destaca que alguns desses medicamentos já estavam incorporados ao SUS, mas ainda não eram de fato disponibilizados aos pacientes. A iniciativa também inclui reajustes nos valores pagos pelos procedimentos oncológicos e amplia o acesso a tratamentos de alto custo, que podem chegar a R$ 18 mil por mês. Esses medicamentos estarão disponíveis nas Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacons), mediante prescrição médica, sem a necessidade de processos judiciais.
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Fonte: amapainforma.com.br
O investimento anual previsto para garantir a oferta dos 23 medicamentos é de R$ 4 bilhões, dos quais R$ 155,4 milhões serão destinados à compra dos nove remédios liberados nesta primeira fase.
Medicamentos e indicações contempladas
A lista inicial inclui o abemaciclibe, indicado para câncer de mama em estágios precoces ou avançados; o pazopanibe, para câncer renal metastático; e a ampliação do uso do trastuzumabe para câncer de estômago. Confira os nove medicamentos que passam a ser ofertados pelo SUS:
- Trastuzumabe: câncer de estômago ou junção esofagogástrica;
- Abemaciclibe: câncer de mama precoce ou avançado;
- Acetato de lanreotida: tumores neuroendócrinos;
- Pazopanibe: câncer renal metastático;
- Rituximabe: leucemia linfocítica crônica e linfomas;
- Abiraterona: câncer de próstata;
- Gefitinibe: câncer de pulmão de não pequenas células;
- TSH recombinante (alfatirotropina): câncer diferenciado de tireoide;
- Sunitinibe: câncer renal metastático e tumor estromal gastrointestinal avançado ou metastático após falha ao imatinibe.
A distribuição desses tratamentos começa pelos centros oncológicos em várias regiões do país, incluindo a Bahia, com expansão gradual prevista para os demais serviços habilitados até o fim do ano.
Melhorias no diagnóstico e reajustes para procedimentos oncológicos
Além dos novos medicamentos, o Ministério da Saúde anunciou reajustes nos valores repassados para procedimentos oncológicos. Para tratamentos com medicamentos administrados por via intravenosa, o valor por procedimento será quadruplicado, enquanto para medicamentos orais o repasse será dobrado.
O recurso anual para iodoterapia, usada no tratamento do câncer de tireoide, aumentará 246%, passando de R$ 5,2 milhões para R$ 18 milhões. Outra novidade é a distribuição de 400 mil testes imunoquímicos fecais, que iniciarão o rastreamento do câncer colorretal no SUS. O exame será destinado a homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos, com previsão de início em novembro nas capitais e municípios com mais de 500 mil habitantes.
Essas ações integram o programa Agora Tem Especialistas, que visa ampliar o acesso a consultas, exames e tratamentos especializados na rede pública, fortalecendo o cuidado oncológico para a população.
