Foco em tecnologia para fortalecer a indústria da Bahia e do Brasil
Na sexta-feira (14/08/2026), o senador Jaques Wagner destacou a importância de investimentos robustos em tecnologia, inovação e formação profissional como uma estratégia decisiva para o fortalecimento da indústria tanto na Bahia quanto no Brasil. Em sabatina promovida pelo Jornal A TARDE, ele mencionou a chegada da montadora BYD ao estado, após a saída da Ford, e apontou países como China e Coreia do Sul como exemplos de sucesso na industrialização e agregação de valor. Além disso, Wagner alertou para os impactos da automação e da inteligência artificial (IA) sobre o mercado de trabalho, enfatizando a necessidade de qualificar os trabalhadores para acompanhar as transformações produtivas.
Indústria brasileira precisa de tecnologia para crescer
Wagner defende que o setor industrial no Brasil deve incorporar tecnologia para aumentar sua produtividade, agregar maior valor aos produtos fabricados e reduzir a dependência da exportação de matérias-primas ou bens de baixo valor agregado. Para ele, o avanço industrial da China e da Coreia do Sul está diretamente ligado ao foco em tecnologia e à capacidade desses países de transformar conhecimento em produção efetiva. O Brasil, segundo o senador, precisa trilhar caminho semelhante para reposicionar sua indústria diante das mudanças da economia mundial.
“Temos que fazer o que países que tiveram sucesso no processo de industrialização fizeram. A China virou um mega território de indústria e tecnologia e outros países mais tradicionais perderam o fôlego. A Ford foi embora da Bahia, mas nós conseguimos trazer a BYD, uma tecnologia mais moderna que já toma muito lugar no mundo porque os carros elétricos são mais ecologicamente corretos”, afirmou.
Para Wagner, a entrada da BYD simboliza a transição da indústria automotiva tradicional para um modelo associado aos veículos elétricos, mais alinhados com as demandas ambientais atuais. Essa mudança reforça a capacidade da Bahia em atrair empreendimentos ligados a tecnologias mais avançadas e à inovação, ampliando a competitividade local.
Automação e inteligência artificial alteram mercado de trabalho
O senador também abordou os efeitos sociais da modernização da indústria, trazendo sua experiência no Polo Petroquímico de Camaçari. Ele observou uma redução gradual na quantidade de trabalhadores conforme as empresas adotavam novas tecnologias, especialmente a robotização, que aumenta a eficiência, mas diminui a necessidade de mão de obra em funções específicas.
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A inteligência artificial amplia esse impacto, alcançando tarefas que antes dependiam exclusivamente do trabalho humano. Wagner questionou o que será feito em relação aos trabalhadores que perdem seus empregos para essas tecnologias, ressaltando que a discussão não é apenas sobre a adoção de ferramentas, mas sobre as consequências reais para profissionais e suas oportunidades.
“Com o processo de robotização, há um processo de substituição de mão de obra pela tecnologia. A inteligência artificial é ótima? É. E o que que a gente vai fazer com quem tá perdendo o seu emprego substituído pela inteligência artificial?”, indagou.
Preparação da juventude é chave para enfrentar desafios
Para o senador, a resposta está na qualificação da juventude e na aposta em educação tecnológica desde cedo. Ele defendeu que o investimento pesado em formação profissional é essencial para preparar os jovens para as novas ocupações que surgem com a transformação digital.
Essa visão associa educação, qualificação e inovação industrial como pilares para ampliar a capacidade de adaptação do mercado de trabalho. Além disso, trabalhadores já inseridos no setor produtivo precisam atualizar suas habilidades para acompanhar as mudanças impostas pelas novas tecnologias.
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Fonte: atividadenews.com.br
Bahia cresce como polo de atração de investimentos industriais
Wagner destacou que a Bahia é atualmente o segundo estado do país em atração de investimentos, ficando atrás apenas de São Paulo. Esse desempenho evidencia o potencial do estado para receber novos empreendimentos e ampliar sua base produtiva.
Ele também defendeu maior participação da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) e dos setores empresariais na formulação de políticas para o crescimento industrial. Segundo o senador, o diálogo entre poder público, indústria e instituições de formação é fundamental para identificar demandas, gargalos tecnológicos e áreas com maior capacidade de expansão.
“Hoje, a Bahia é o segundo estado do país em atração de investimento. Só perde pra São Paulo. Não vai ser da cabeça do legislador sozinho que vão brotar as ideias. Tem que chamar a FIEB e demais setores, e saber o que eles precisam para crescer”, explicou.
A experiência do Polo Petroquímico de Camaçari, a presença da BYD e o papel da FIEB são referências centrais para Wagner defender uma nova fase de desenvolvimento industrial, que combine atração de investimentos, incorporação tecnológica e formação de trabalhadores para acompanhar a transformação produtiva.
