Trânsito: Uma Questão de saúde pública
Os acidentes de trânsito se configuram como um sério problema de saúde pública no Brasil. Embora não sejam classificados como uma doença, suas consequências são alarmantes, incluindo mortes, traumas físicos, sequelas neurológicas, amputações e dor crônica. Esses eventos impactam não apenas a vida das vítimas, mas também a estrutura emocional e social das famílias e comunidades. Portanto, a discussão sobre as vítimas de trânsito deve incluir aspectos fundamentais como prevenção, cuidado e responsabilidade.
As sequências deixadas por esses sinistros podem ser tanto imediatas quanto a longo prazo. Entre as principais consequências, observam-se fraturas, traumatismo craniano, lesões na medula espinhal e limitações motoras. Muitas vítimas enfrentam internações prolongadas, cirurgias e um processo de reabilitação complexo. Além das consequências físicas, muitos sobreviventes lidam com problemas psicológicos, como medo de dirigir, ansiedade e luto traumático, dificultando o retorno à vida normal após o acidente.
Causas Evitáveis e Prevenção
Grande parte dos acidentes de trânsito ocorre devido a fatores evitáveis, como excesso de velocidade, consumo de álcool ou outras substâncias, uso do celular enquanto dirige, desrespeito às sinalizações, fadiga e a falta de equipamentos de segurança, como capacetes e cintos de segurança. A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) ressaltam que medidas simples, como o uso adequado de capacetes e cintos de segurança, podem reduzir significativamente o risco de lesões graves e mortes no trânsito.
Leia também: Brasil, Argentina e México: Fortalecendo os Sistemas de Saúde Pública
Leia também: Semana Nacional da Saúde: Oficina Foca em Saúde Pública e Segurança Jurídica
A prevenção de acidentes de trânsito requer ações tanto individuais quanto coletivas. É crucial respeitar os limites de velocidade, evitar a condução sob efeito de álcool, minimizar distrações e garantir a manutenção adequada dos veículos. A segurança nas vias começa antes do deslocamento e envolve escolhas que devem ser feitas de maneira responsável por todos os usuários das vias, incluindo motoristas, passageiros, motociclistas, ciclistas e pedestres.
A Memória como Ferramenta Educativa
Nesse contexto, a recente criação de um Dia Nacional em Memória das Vítimas de Trânsito possui um significado simbólico e educativo. Celebrado em 7 de maio, a data tem o propósito de honrar a memória das vítimas e reforçar a importância da segurança no trânsito. O projeto de lei foi sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicado no Diário Oficial da União, originado do PL 5.189/2019 do senador Fabiano Contarato. A proposta foi aprovada pelo Senado em 2022 e, posteriormente, pela Câmara dos Deputados em março deste ano.
Leia também: Ação de Saúde em Altamira: Blitz Verde Promove Cuidados e Prevenção
Leia também: Dia Mundial da Saúde: Ações na Orla de Santarém Destacam Prevenção e Bem-Estar
O senador Fabiano Contarato destacou a gravidade dos acidentes de trânsito no país como uma das motivações para a criação do projeto. Ele escolheu o dia 7 de maio em lembrança a um trágico acidente ocorrido em Curitiba, onde o então deputado estadual Fernando Ribas Carli Filho, sob efeito de álcool e em alta velocidade, colidiu com outro veículo, resultando em mortes. Contarato, que atuou como delegado de trânsito por 14 anos, contou sobre a dor das famílias afetadas e a importância de reconhecer que as estatísticas são compostas por vidas reais, com histórias e memórias.
A instituição dessa data representa um passo importante na conscientização sobre o trânsito e a necessidade de adotar comportamentos mais seguros nas estradas. A memória das vítimas deve servir de inspiração para a implementação de políticas e práticas que visem a proteção e a segurança de todos no trânsito.
