Uma celebração da cultura brasileira em Paris
No último domingo (13), a 25ª Lavagem da Madaleine tomou as ruas de Paris, trazendo a essência da cultura popular brasileira inspirada na tradicional Lavagem do Bonfim, realizada em Salvador. O evento aconteceu fora do templo da Igreja de Madeleine e encantou o público com cores vibrantes, flores, música e uma atmosfera de fé e emoção. Brasileiros residentes em Paris, franceses e turistas se uniram em torno das batucadas, cânticos e manifestações culturais típicas, como maracatu e capoeira, além das icônicas baianas vestidas de branco.
Roteiro e diversidade cultural no cortejo
O cortejo iniciou às 10h na Place de la République, seguindo até a Igreja de Madeleine. A programação contou com a presença de diversos grupos culturais brasileiros, que apresentaram suas expressões artísticas ao longo do trajeto. Entre eles, estavam Adebrasil, Badauê, Batala, Batuc’Ados, Brasis École de Samba, Capoeira Sete Quedas, Maracatu Nação Oju Obá e outros. O DJ Uran Rodrigues, idealizador da festa O Pente, animou o público na concentração, enquanto no trio elétrico, Mariene de Castro e Robertinho Chaves conduziram a festa com participações especiais de Jau e Gildaa, trazendo o melhor da música baiana.
25 anos reafirmando a cultura afro-brasileira
Desde sua criação em 2002 pelo multiartista Roberto Chaves, conhecido como Robertinho, a Lavagem de Madeleine se firmou como uma das manifestações culturais afro-brasileiras mais importantes fora do Brasil. Inspirada na Lavagem do Bonfim, a celebração atravessou fronteiras, reunindo artistas, grupos de percussão, capoeira, maracatu e as tradicionais baianas em Paris. Em sua 25ª edição, o evento também ressaltou a importância do samba, reforçando seu papel na cultura brasileira global.
Ao longo das edições, a Lavagem recebeu grandes nomes da música brasileira e continua sendo um espaço de encontro para diferentes nacionalidades, que celebram a ancestralidade, a cultura e a riqueza das tradições afro-brasileiras. Robertinho destaca a emoção de ver o evento crescer: “Quando começamos, em 2002, queríamos levar para Paris a força da cultura brasileira e, principalmente, a riqueza da nossa cultura afro-brasileira. Hoje, ver artistas de diferentes grupos ocupando as ruas da cidade é a confirmação de que essa história ganhou vida própria e atravessou fronteiras.”
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