Homenagem a Mestre Vitalino no Festival Pernambuco Meu País
O Festival Pernambuco Meu País encerra sua edição de 2026 em Caruaru com uma homenagem especial a Mestre Vitalino, ícone da cultura popular pernambucana. Na quinta-feira (27), às 19h, a Casa Museu Mestre Vitalino, no alto do moura, será palco do espetáculo “auto das 7 luas de barro“, apresentado pela Companhia Feira de Teatro Popular.
Teatro que une memória e cultura popular
O espetáculo celebra a vida e a obra de Mestre Vitalino, reforçando a importância de preservar seus saberes dentro da cultura popular. A escolha do Alto do Moura para a apresentação não é ao acaso: é o território onde o artista desenvolveu grande parte de sua trajetória e consolidou a arte do barro como símbolo da região.
Escrito e dirigido por Vital Santos em 1979, “Auto das 7 Luas de Barro” é uma fantasia dramática e musical que retrata o universo dos artistas populares do Nordeste, especialmente a rotina do Alto do Moura, o trabalho com o barro e as condições sociais dos artesãos. A montagem combina teatro, música e elementos da cultura popular para trazer à cena essas histórias.
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Reconhecimento e legado vivo
Desde sua estreia, o espetáculo conquistou reconhecimento nacional e rendeu a Vital Santos os prêmios Mambembe e Molière de Melhor Diretor. Em 2026, a peça segue em circulação, atravessando gerações e mantendo viva a cultura do Agreste.
Com direção de Mestre Sebá Alves, a Companhia Feira de Teatro Popular presta uma reverência à arte do barro e ao legado deixado por Mestre Vitalino, conectando memória, cultura popular e identidade pernambucana.
O impacto de Mestre Vitalino na arte popular
Mestre Vitalino (1909-1963), natural de Caruaru, levou a arte figurativa em barro de Pernambuco para o Brasil e o mundo. Suas esculturas retratam cenas do cotidiano, festas, trabalho e religiosidade do interior nordestino, influenciando gerações de artesãos e consolidando o Alto do Moura como um dos maiores centros de arte figurativa popular do país.
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Recentemente, a Família Vitalino foi reconhecida como Patrimônio Vivo de Pernambuco, reforçando a continuidade da “Escola Vitalina”, tradição artesanal mantida pelos descendentes do mestre há mais de seis décadas. Essa transmissão de técnicas e modos de produção em barro preserva a identidade cultural e fortalece as raízes dessa arte popular na região.
