Incidente no Porto Seguro Praia Resort preocupa turistas
O Porto Seguro Praia Resort, localizado no extremo sul da Bahia, está no centro de uma situação preocupante. Diversos hóspedes relataram mal-estar após as refeições, com sintomas como cólicas, náuseas e vômitos. Segundo relatos, a administração do hotel não teria oferecido suporte adequado aos afetados, aumentando a insatisfação dos visitantes. Estima-se que cerca de 150 pessoas tenham passado mal entre a madrugada de quinta-feira e o sábado (19).
Casos entre grupos de turistas e relatos de familiares
Entre os hóspedes está o policial militar de Minas Gerais, Cleuber Ferreira, de 44 anos, que viajou com a esposa e a filha de 11 anos. Ele comenta que os primeiros sintomas começaram a aparecer já na quarta-feira (16), com um aumento significativo na madrugada de quinta-feira (17), quando vários hóspedes procuraram a recepção reclamando dos mesmos desconfortos. Cleuber faz parte de um grupo de aproximadamente 60 pessoas hospedadas no resort desde domingo (13) e afirma que pelo menos 40 integrantes do grupo passaram mal entre a madrugada de quinta e a tarde de sexta-feira (18).
O policial relata que a filha acordou no meio da noite sentindo-se mal e vomitou no quarto. A cena se repetia na recepção, onde muitos reclamavam dos mesmos sintomas, inclusive crianças pequenas. Na manhã de sexta-feira, uma família com cinco pessoas, incluindo duas crianças pequenas, precisou ser levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Porto Seguro. O hotel arcou com o custo do transporte, mas não há confirmação oficial sobre o número exato de hóspedes afetados.
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Falta de atendimento e investigação em curso
De acordo com Cleuber, o resort solicitou que os hóspedes que apresentavam sintomas preenchessem um formulário detalhando os desconfortos. Ele próprio forneceu informações tanto sobre si quanto sobre a filha, sendo informado que outros hóspedes também seriam cadastrados para uma possível solicitação. A Vigilância Sanitária visitou o local e realizou fiscalização, contudo, os hóspedes não receberam informações claras sobre as ações adotadas.
Funcionários mencionaram que amostras seriam coletadas por um laboratório particular, porém nenhuma medida concreta foi direcionada ao atendimento imediato dos turistas afetados. A suspeita inicial relaciona os sintomas à alimentação, embora alguns hóspedes que não jantaram no resort também tenham apresentado problemas, o que levanta dúvidas sobre a origem do quadro.
Posicionamento oficial do resort e próximos passos
Em nota divulgada nas redes sociais, o Porto Seguro Praia Resort informou que foram registrados 16 casos de sintomas gastrointestinais entre os cerca de 400 hóspedes hospedados no local. O número de 150 pessoas afetadas não foi confirmado oficialmente, nem pela administração do hotel, nem pelas autoridades sanitárias.
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O resort afirma estar acompanhando os relatos, prestando assistência e mantendo seus protocolos de segurança alimentar. A Vigilância Sanitária realizou fiscalizações e coletou amostras para análise, mas ainda não há conclusões técnicas sobre a origem dos sintomas ou confirmação da relação com os alimentos servidos.
O funcionamento do resort segue normal, com colaboração integral às autoridades enquanto aguarda os resultados das análises para tomar as medidas necessárias.
