Futuro do Escudo e Participação do Torcedor
Em entrevista exclusiva à Let’s Go, Emerson Ferreti, presidente do Esporte Clube Bahia, abriu o jogo sobre a possibilidade de alterar o escudo do clube, um tema que tem chamado atenção da torcida tricolor. Ferreti deixou claro que o Bahia é o guardião da sua própria história e que qualquer mudança nos símbolos oficiais do clube precisa passar por um processo rigoroso de análise interna e aprovação dos sócios.
“O Bahia é guardião dos símbolos e da história do clube. Então, toda e qualquer proposta ou intenção de mudança, de algo que mexa nesses símbolos, tem que passar por nós”, afirmou o presidente. Ele explicou que a diretoria executiva realiza uma avaliação inicial que é encaminhada ao Conselho Deliberativo. Caso o conselho aprove, o assunto segue para votação em Assembleia Geral, onde os sócios decidem o destino dos símbolos do clube. “Quem decide sobre os símbolos do clube é o torcedor e a gente sempre vai respeitar a vontade do torcedor”, reforçou Ferreti.
História do Escudo do Bahia
O escudo do Esporte Clube Bahia tem uma trajetória que remonta a 1931, quando foi criado por Raimundo Magalhães. Ele se inspirou no formato circular do distintivo do Corinthians daquela época. As cores azul, vermelho e branco, além da bandeira central, remetem diretamente à bandeira do Estado da Bahia. Durante as décadas seguintes, especialmente entre 1940 e 1959, o escudo ganhou novos elementos, como a bola de couro e a bandeira em movimento. O formato clássico consolidou-se no fim dos anos 1950, impulsionado pelo título nacional conquistado em 1959.
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Gestão e Expansão Esportiva
Ferreti também fez um balanço do trabalho realizado desde o início do seu mandato, em 2024. Ele revelou que encontrou um clube focado exclusivamente no futebol, sem projetos para outras modalidades esportivas, nem estrutura adequada para esportes olímpicos e não olímpicos. “O Bahia não tinha nenhum projeto desenvolvido para outras áreas, não tinha recursos e, também, nenhuma estrutura esportiva para esportes olímpicos e não olímpicos, para todo o patrimônio do clube, todos os colaboradores. O clube só desenvolvia futebol anteriormente. Então, a gente teve alguns desafios iniciais”, explicou o presidente.
Entre as conquistas da atual gestão, Ferreti destacou a inclusão do basquete, vôlei de praia, vôlei de quadra e futevôlei, modalidade na qual o Bahia é vice-campeão brasileiro. O clube também conta com uma dupla de vôlei de praia que disputou o circuito mundial, com um atleta que participou das Olimpíadas de Paris. A “Corrida do Bahêa”, evento esportivo que já está em sua 5ª edição, é outro destaque e tem expectativa de reunir cerca de 12 mil participantes, sendo considerada a maior corrida do estado.
Projetos e Infraestrutura
Quanto à ampliação para novas modalidades, o presidente descartou novidades em curto prazo, mas garantiu que estudos de viabilidade foram realizados para esportes como tênis de mesa, canoagem, boxe, judô, vela e até pôquer. Sobre infraestrutura, Ferreti ressaltou a importância da reconstrução do Ginásio Balbininho, que poderá ser a sede para as equipes e eventos do Bahia. “Primeiro, a gente entende que vai ser um grande equipamento esportivo extremamente necessário para a cidade para trazer grandes jogos, competições nacionais, enfim, eventos maiores. Isso vai estimular, logicamente, o cenário esportivo local. E o Bahia, que está iniciando esse processo de novas modalidades, vê o espaço como uma possível casa para ser sede dos nossos jogos, dos nossos eventos”, afirmou.
Planos para o Futuro
Por fim, Emerson Ferreti confirmou a intenção de disputar a reeleição para o triênio 2027-2029, mostrando a disposição de continuar o trabalho que tem transformado o Esporte Clube Bahia em um clube mais plural e estruturado. A continuidade da gestão será fundamental para consolidar as mudanças e fortalecer a relação com a torcida, especialmente em temas sensíveis como os símbolos do clube e a expansão esportiva.
