Análise das Variações de Preços da Cesta Básica
No mês de fevereiro, a cesta básica em Petrolina apresentou uma leve queda de 0,39%. O levantamento realizado revelou que o feijão teve a maior alta, com um expressivo aumento de 14,06%. Esse crescimento, segundo os especialistas, está ligado a uma oferta restrita, resultante da diminuição da área plantada em comparação a 2025, além das dificuldades enfrentadas na colheita devido às fortes chuvas.
Outro alimento que também sentiu a pressão de alta foi o tomate. O aumento de preço é atribuído ao término da safra de verão e à redução na oferta de tomates de qualidade superior, as quais foram prejudicadas pelas condições climáticas adversas.
Contrapondo essas altas, alguns produtos da cesta básica registraram quedas de preços. Por exemplo, a banana viu seus preços flutuarem ao longo do mês, com valores mais altos até o carnaval, período de maior demanda. Na segunda quinzena, em função do aumento da oferta e da diminuição da demanda, o preço da fruta caiu em torno de 10,01%.
De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o açúcar continua em um cenário de desequilíbrio, com uma oferta crescente e demanda em baixa, resultando em quedas de preço por dois meses consecutivos. Já o arroz, por sua vez, apresentou uma diminuição nos preços em decorrência do aumento das importações, enquanto os produtores brasileiros mantêm estoques elevados na expectativa de valores mais altos. Nos últimos 12 meses, o preço do arroz despencou mais de 31%.
A pesquisa ainda destaca que existem grandes variações nos preços coletados, o que torna essencial que os consumidores comparem os valores antes de realizar suas compras, a fim de garantir uma economia significativa e se proteger de surpresas no caixa.
