Novas Diretrizes para a Integração da Inteligência Artificial no Ensino
O Conselho Nacional de Educação (CNE) agendou a votação de novas normas que regulamentam o uso de inteligência artificial (IA) nas instituições de ensino. Entre as propostas apresentadas estão a inclusão da IA nos currículos de alunos e a utilização dessa tecnologia por professores, abrangendo tanto escolas de educação básica quanto de ensino superior.
Após um ano e meio de discussões que envolveram especialistas, representantes do Ministério da Educação e da Unesco, o texto segue agora para consulta pública antes de ser submetido à votação no plenário do conselho. Se aprovado, será encaminhado para a homologação do ministro da Educação.
O relatório sugere que o uso pedagógico da inteligência artificial deve ser direcionado para fins educacionais específicos, sempre sob a supervisão de profissionais da educação. A proposta inclui a proibição do uso de abordagens pedagógicas automatizadas, enfatizando a importância do toque humano na educação.
Uma das principais diretrizes é que a formação dos professores deve garantir que os educadores possuam competências técnicas e críticas para utilizar a IA de forma eficaz em sala de aula. Por exemplo, a inteligência artificial poderá auxiliar na correção de avaliações objetivas, mas a análise qualitativa dos resultados e a decisão final sobre as notas deverão ser responsabilidade do professor. Vale ressaltar que a correção automatizada de avaliações dissertativas e formativas está vedada.
Além disso, as redes de ensino têm a obrigação de promover o letramento digital, que deve incluir a compreensão dos riscos, benefícios, princípios éticos e o funcionamento básico dos modelos de IA. Essa iniciativa é fundamental para que alunos e professores possam navegar de forma segura e crítica no ambiente digital.
A proposta de integração da IA no ensino enfatiza que, tanto na educação básica quanto na superior, a abordagem deve ser transversal e interdisciplinar. Isso significa que o conteúdo relacionado à inteligência artificial poderá ser abordado em diversas disciplinas, enriquecendo a experiência de aprendizado dos estudantes.
O texto também destaca a importância dos cursos de licenciatura e de outros programas voltados para a formação docente. Nesses cursos, a IA deve ser abordada de maneira que os futuros educadores desenvolvam um entendimento crítico e ético sobre seu uso nos processos de ensino e aprendizagem. As competências a serem adquiridas incluem a análise de dados educacionais, a avaliação mediada por tecnologia e a preparação para atuar em contextos pedagógicos que envolvem ambientes híbridos e digitais.
