Bahia no topo do turismo de luxo nacional
O turismo de luxo brasileiro apresenta sinais sólidos de crescimento, e a Bahia assume um papel de destaque nesse cenário. Em 2025, a taxa de ocupação dos meios de hospedagem no país atingiu 50,18%, com um faturamento bruto estimado em R$ 3,35 bilhões, refletindo o interesse crescente dos investidores do setor em expandir suas operações.
A pesquisa da Brazilian Luxury Travel Association (BLTA), em parceria com o Centro Universitário Senac, coloca o litoral baiano em evidência, citado por 17% das operadoras e Destination Management Companies (DMCs) consultadas. Salvador, por sua vez, aparece com 16% das indicações, reforçando a importância da capital no segmento. No ranking nacional, o estado se destaca logo atrás do Rio de Janeiro – Capital (51%), Foz do Iguaçu (40%), Pantanal (24%), Rio de Janeiro – Litoral (21%) e Maranhão (19%).
Perfil dos serviços e preferências dos hóspedes
O levantamento analisou 63 meios de hospedagem e oito operadoras/DMCs, destacando um turismo que alia desempenho econômico a serviços de alta qualidade e desenvolvimento sustentável. Entre as atividades mais procuradas, o bem-estar lidera com 93% dos estabelecimentos oferecendo spa e opções de relaxamento, aumento em relação aos 90% registrados em 2024. Gastronomia sofisticada e serviços personalizados acompanham, com 87% e 65% respectivamente, evidenciando uma nova concepção de luxo pautada no cuidado e na experiência individualizada.
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O mercado doméstico continua predominante, representando 70% dos hóspedes em 2025. Entre os serviços mais requisitados estão massagens e spa (92%), gastronomia (85%), internet banda larga (77%), academia e estrutura esportiva (72%), cardápios especiais para restrições alimentares e traslado/transfer, ambos com 65%, além de room service (42%).
Comportamento dos viajantes e tendências de estadia
Mais da metade dos empreendimentos (52%) está localizada próxima às praias, consolidando o litoral como o principal ativo do turismo de luxo no Brasil. Lazer em férias, feriados e finais de semana domina as motivações de viagem, com 55%. Viagens a negócios e eventos corporativos seguem com 10,5%, assim como viagens com familiares ou amigos.
O perfil das viagens domésticas revela uma mudança: viagens de até sete dias, embora ainda majoritárias, caíram de 86% em 2024 para 58% em 2025. Em contrapartida, roteiros entre 8 e 14 dias cresceram de 11% para 39%, indicando maior interesse por estadias mais longas. No turismo internacional, 63% das viagens duraram entre 8 e 14 dias, e 17% ultrapassaram duas semanas, mostrando ainda mais permanência prolongada.
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O viajante independente (FIT) é a principal categoria, representando 80% dos hóspedes, enquanto grupos de lazer somam 14%, corporativos 4% e outros perfis, 2%. Essa diversidade reforça o dinamismo do turismo de luxo brasileiro e a relevância da Bahia dentro desse contexto.
