Programa cultural diversificado na zona rural
Na zona rural de Senhor do Bonfim, Norte da Bahia, o Centro de Convivência Educacional e Cultural da Igara se transforma em palco de uma programação cultural que reúne dança, teatro, cinema e culinária. Essa iniciativa é promovida pela Organização de Pesquisa e Prática em Artes Zé da Almerinda (OPA), que comemora seu aniversário com o lema “Arte que transforma, cultura que conecta”.
Histórico e missão da OPA
Fundada em 2008, a OPA tem como objetivo desenvolver competências e habilidades artísticas em crianças e jovens, estimulando aspectos psicológicos, afetivos e estéticos. O trabalho da organização se estende por diversas áreas, incluindo teatro, audiovisual, cinema, literatura, música e dança, sempre com foco na formação cultural da comunidade local.
Voluntariado e protagonismo cultural
A OPA realiza suas atividades por meio do trabalho voluntário de arte-educadores que participaram de seus projetos ou oficinas. Entre os colaboradores, o músico Zecrinha, integrante da Academia de Letras e Artes de Senhor do Bonfim (ACLASB), destaca a importância da organização para o resgate cultural de jovens da região. “Já toquei lá, uma vez, na feira”, relata, ressaltando o impacto desse trabalho comunitário.
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Exibição e debate sobre audiovisual
Uma das atrações atuais da programação é a exibição do curta-metragem “Cangaçou – Vila Nova da Rainha”, realizada no auditório do Centro de Convivência Educacional e Cultural da Igara. O filme é resultado de um longo trabalho voluntário do pesquisador Darlan Orfeu e do cineasta Alen Peixinho, que têm compromisso de levar a arte do cinema às comunidades tradicionais brasileiras.
O lançamento do curta ocorreu em 25 de abril de 2025, na Praça da Academia de Letras e Artes de Senhor do Bonfim, reunindo público e representantes da ACLASB. Na ocasião, diretores e espectadores participaram de um debate aberto sobre o papel do audiovisual enquanto instrumento de arte pública e participativa.
O cinema como ponte cultural
Alen Peixinho, que atua como diretor, montador e editor em diversos filmes, trabalha com grandes produtoras nacionais e internacionais, buscando ampliar o alcance do cinema para os interiores do Brasil. Entre seus projetos recentes estão os curtas “Buzu-o Curta”, “Preta Gil”, “Sonho de Arrocha” e “Veraneio”.
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Fonte: triangulodeminas.com.br
Esse desejo de levar o cinema aos rincões não é novidade na família Peixinho. Nos anos 60 e 70, “Seu Peixinho”, avô de Alen, já projetava filmes em localidades do Nordeste, como Juazeiro, Ipiranga, Pindobaçu, Carnaíba de Baixo e Carnaíba de Cima, contribuindo para a difusão cultural na região.
Sobre a jornalista Liliana Peixinho
Responsável pela cobertura, Liliana Peixinho é jornalista com especialização em Jornalismo Científico, Cultura e Ambiente, além de MBA em Hotelaria e Turismo Sustentável. Ela é ativista humanitária, pesquisadora independente e fundadora de diversas mídias independentes voltadas para meio ambiente e cultura, como Movimento AMA e Mídia Orgânica. Também integra a equipe fundadora da Academia de Letras de Senhor do Bonfim desde os anos 90.
