Tempo seco e baixa umidade: um alerta para a saúde
O inverno no Brasil é tradicionalmente associado às baixas temperaturas, mas o que tem chamado atenção neste mês de julho é a combinação do tempo seco com a baixa umidade do ar. Em Belo Horizonte e várias cidades de Minas Gerais, a umidade relativa do ar caiu para cerca de 25% durante a tarde deste domingo (12/7), um índice muito abaixo dos 60% recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para o bem-estar respiratório.
Efeitos do ar seco no organismo
Essa condição típica do inverno vai além do simples desconforto. O ar seco resseca as mucosas, o que pode desencadear crises de rinite, sinusite e asma, além de aumentar a incidência de infecções respiratórias. Pessoas idosas e aquelas com doenças crônicas cardiovasculares estão particularmente vulneráveis a essas mudanças.
O nariz e a garganta são barreiras naturais contra vírus, bactérias e partículas de poeira. Quando o ar está seco, essas mucosas perdem parte da sua eficácia, causando sintomas como nariz ressecado e sangramentos, dor de garganta, tosse persistente, irritação nos olhos, dores de cabeça, fadiga e agravamento das crises alérgicas. Outro ponto importante é que a desidratação pode passar despercebida no inverno, já que a sensação de sede diminui com o frio.
Grupos que merecem atenção redobrada
Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias crônicas são os mais afetados pelo tempo seco. Nas crianças, as vias respiratórias ainda estão em desenvolvimento, tornando-as mais sensíveis. Já os idosos enfrentam menor percepção da sede, o que facilita a desidratação, além de risco aumentado para condições como hipertensão e problemas cardíacos. Pessoas com asma, bronquite, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e alergias respiratórias também devem redobrar os cuidados.
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Cuidados práticos para reduzir os impactos do ar seco
Especialistas indicam medidas simples que fazem grande diferença para a saúde durante períodos de baixa umidade:
Beber água regularmente, mesmo sem sentir sede, para evitar a desidratação silenciosa. Evitar exercícios físicos intensos entre o fim da manhã e o meio da tarde, quando o ar está mais seco. Manter os ambientes ventilados e, se possível, usar umidificadores ou recipientes com água para aumentar a umidade do ar. Aplicar soro fisiológico nas narinas para prevenir o ressecamento das mucosas. Além disso, é fundamental cuidar da hidratação da pele e dos lábios.
Outra recomendação importante é evitar queimadas e exposição à fumaça, que pioram significativamente a qualidade do ar e agravam problemas respiratórios.
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Fonte: daquibahia.com.br
Vacinação e prevenção no inverno
O inverno também é marcado pelo aumento da circulação de vírus respiratórios, o que reforça a importância de manter a vacinação em dia. O Ministério da Saúde destaca a necessidade da vacina contra influenza para grupos prioritários e a disponibilidade da vacina pneumocócica conjugada 20 (Pneumo 20) para crianças até cinco anos e grupos especiais pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, adolescentes e jovens entre 15 e 19 anos que não receberam a vacina contra o HPV podem se imunizar até dezembro, dentro da estratégia de resgate vacinal.
Desafios das mudanças climáticas para a saúde pública
Os especialistas alertam que eventos climáticos extremos, como calor intenso e estiagens prolongadas, devem se tornar mais frequentes, elevando os riscos à saúde da população. O Ministério da Saúde já está promovendo ações para preparar o SUS aos impactos do El Niño e das mudanças climáticas, que incluem o aumento das doenças respiratórias e problemas relacionados à baixa umidade e ao calor.
Para enfrentar este cenário, a principal recomendação é simples: manter o corpo hidratado, evitar exposição prolongada ao ar seco e procurar atendimento médico caso os sintomas respiratórios persistam ou piorem. Essas medidas são essenciais para prevenir complicações e garantir mais qualidade de vida durante a estação mais seca do ano.
