Um Chamado à Ação para a Agricultura Alagoana
No dia 6 de setembro, Francisco Sales, ex-vereador de Maceió e vice-presidente da Associação Alagoana de Supermercados (ASA), fez um apelo urgente por mais investimentos em agricultura e irrigação em Alagoas. Durante uma coletiva, Sales destacou a ironia de que aproximadamente 80% das frutas e hortifrutigranjeiros consumidos no estado sejam provenientes de outros estados, especialmente dos distritos irrigados de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA). Para ele, essa dependência é inaceitável e revela um atraso significativo na exploração do potencial agrícola da região.
Sales apresentou dados preocupantes, oriundos de estudos do setor de abastecimento e da Ceasa/IDERAL (Instituto de Desenvolvimento Rural e Abastecimento de Alagoas). De acordo com as informações, apenas uma fração, entre 20% e 30%, das frutas disponíveis no mercado alagoano é cultivada localmente. “Isso é um absurdo para um estado que possui terra fértil, água e um clima propício, além de uma população trabalhadora”, declarou. “Se Petrolina conseguiu, por que Alagoas também não consegue? Falta prioridade política, planejamento adequado e investimentos substanciais em irrigação e agricultura familiar”, completou.
Impacto Econômico e Necessidade de Assistência ao Produtor
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Como empresário do setor supermercadista, que gera mais de mil empregos diretos, Sales enfatizou a urgência em mudar essa realidade. Ele argumentou que a alta dependência de produtos de fora eleva os preços dos alimentos e limita a geração de riqueza no estado. “Alagoas está importando alimentos enquanto exporta empregos”, lamentou.
O pré-candidato também criticou a situação atual dos produtores rurais locais, que enfrentam a falta de assistência técnica, crédito e estrutura. “Caminhões chegam todos os dias de Pernambuco e Bahia, abastecendo supermercados e feiras, enquanto nossos agricultores permanecem sem apoio. Isso significa dinheiro saindo da economia alagoana constantemente”, comentou Sales.
Fortalecimento dos Órgãos de Apoio e Uso do Canal do Sertão
Durante seu pronunciamento, Sales pediu um maior fortalecimento de órgãos como a SEAGRI (Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária), EMATER (Instituto de Inovação para o Desenvolvimento Rural Sustentável de Alagoas), IDERAL e ITERAL (Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas). Segundo ele, esses órgãos, fundamentais para o desenvolvimento agrícola, devem recuperar sua capacidade de ação e apoio ao agricultor. “O agricultor alagoano precisa urgentemente de assistência técnica, irrigação, crédito rural, e logística adequada. Infelizmente, muitos desses órgãos estão sucateados e perderam sua força ao longo dos anos”, afirmou.
Sales também mencionou a relevância do Canal do Sertão, a maior obra hídrica da história de Alagoas, que deveria ser melhor utilizada para promover o desenvolvimento econômico no interior do estado. “O Canal do Sertão precisa ser aproveitado para transformar a economia do nosso interior. Água é sinônimo de desenvolvimento. Devemos criar polos irrigados e apoiar a agricultura familiar e pequenos empreendedores rurais”, ressaltou.
Um Futuro Promissor para Alagoas
Recentemente, Sales esteve na Barragem do Bálsamo, localizada em Palmeira dos Índios, onde defendeu que a água da barragem deve ser integrada a políticas públicas voltadas para a agricultura e produção de alimentos. “Temos todos os recursos necessários: água, terras férteis e potencial humano. O que falta é uma gestão eficiente e uma real prioridade política. Alagoas não pode continuar dependendo de outros estados para produzir e consumir o que pode ser feito aqui”, enfatizou.
Por fim, o pré-candidato prometeu que, se eleito deputado estadual em 2026, atuará em prol da agricultura familiar, da irrigação e da ampliação da produção agrícola em Alagoas. “Pretendo ser a voz dos pequenos e médios agricultores, aqueles que acreditam que nossa terra pode produzir mais, crescer e gerar oportunidades. Uma agricultura forte é fundamental para o desenvolvimento econômico, criação de empregos e alimentos mais acessíveis à população”, concluiu.
