Importância do Seminário para a Conduta Eleitoral
Nesta segunda-feira (30), o Ministério da Cultura (MinC) recebeu o Seminário sobre Legislação e Regras do Processo Eleitoral 2026, promovido em parceria com a Advocacia-Geral da União (AGU). O evento contou com a presença de dirigentes do sistema MinC e teve como objetivo principal esclarecer as diretrizes de conduta que devem ser seguidas no período que antecede as eleições. Ao final, os participantes puderam tirar suas dúvidas sobre o assunto.
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, ressaltou a relevância do encontro, afirmando que “esse encontro é de extrema importância para os agentes públicos entenderem quais são as regras para o período que antecede as eleições”.
Objetivo: Garantir Segurança ao Gestor
Segundo Rafael Rossi do Valle, advogado da União e coordenador-geral Eleitoral da Procuradoria-Geral da União (PGU), o foco principal da atividade é assegurar que os gestores públicos compreendam as restrições legais durante o processo eleitoral. “Nesse evento, mais do que apenas ler a legislação, conseguimos entender a casuística de cada pasta. Isso nos permite responder e elucidar questões relacionadas ao controle de risco, buscando eleições mais limpas e democráticas, além de garantir segurança ao gestor”, comentou.
Ele também enfatizou que é fundamental que a máquina pública continue operando de maneira eficiente, mesmo durante o período de restrições eleitorais. “É essencial que os gestores entendam até onde podem ir, respeitando as limitações impostas por essa fase do calendário eleitoral”, completou.
Esclarecimentos Sobre Vedações Eleitorais
A advogada da União e coordenadora da Câmara Nacional de Direito Eleitoral (CNDE) da AGU, Maria Helena Martins Rocha Pedrosa, mencionou que este foi o décimo quarto evento realizado sobre o tema em 2026, sendo que no pleito municipal de 2024 foram realizados aproximadamente 25 encontros. “O que a Câmara Nacional do Direito Eleitoral busca ao percorrer os ministérios é esclarecer quais são as vedações desse período, permitindo que as atividades necessárias sejam mantidas, mesmo em ano eleitoral”, explicou.
Ela ainda destacou que a legislação eleitoral é complexa e que o objetivo é tornar esse conhecimento mais acessível aos gestores e servidores públicos, para evitar qualquer uso indevido da máquina pública em benefício de candidaturas.
Avaliação e Aprimoramento do Processo
Para Isabela Marques Seixas, advogada da União na Consultoria Jurídica do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e membro da CNDE, a escuta ativa é fundamental para aprimorar o trabalho realizado. “Cada pasta possui características e políticas específicas. Acreditamos que ouvir as experiências das diferentes áreas do Ministério da Cultura é crucial para melhorar nossa atuação e evoluir nas posições que defendemos”, enfatizou.
O evento foi conduzido pela consultora jurídica do MinC, Kizzy Collares Antunes, que destacou a importância do seminário ao afirmar que “nosso objetivo ao promover esse evento é garantir que não haja interferência indevida de agentes públicos na igualdade dos candidatos. Isso está em consonância com o nosso princípio maior, que é o respeito à democracia.”
Ela finalizou ressaltando que a democracia é um dos maiores bens da sociedade brasileira, conquistado após muitos desafios, e a preocupação do Ministério da Cultura com esse tema demonstra uma maturidade institucional significativa.
