APA Petrolina: Novo Núcleo de Paraciclismo
Em março de 2026, a Associação Petrolinense de Atletismo (APA) alcançou um marco significativo na promoção do esporte paralímpico ao ser designada como sede de um núcleo da Escola de Paraciclismo Brasil. Essa iniciativa é resultado de um Acordo de Cooperação Técnica firmado entre a APA, a Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) e o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). Com essa nova responsabilidade, a APA se junta à rede nacional de formação dedicada ao paraciclismo, um passo importante para o fortalecimento da modalidade.
Reconhecida por seu trabalho exemplar em inclusão e desenvolvimento de atletas, a APA irá agora estruturar e coordenar atividades que englobam tanto a iniciação quanto o alto rendimento no paraciclismo. Essa nova fase posiciona Petrolina (PE) como um centro regional de identificação e formação de novos talentos, algo que promete impactar positivamente a comunidade local.
Domingos Rodrigues, presidente da APA, expressou otimismo com a parceria. “A APA nasceu para transformar vidas através do esporte. Receber um núcleo da Escola de Paraciclismo é a confirmação de que estamos avançando na direção certa. Isso aumenta nossas oportunidades, fortalece o esporte paralímpico em Petrolina e na região e abre portas para novos talentos que, de outra forma, não teriam acesso a essa modalidade”, destacou.
O Papel da CBC e CPB
O núcleo de paraciclismo terá a supervisão técnica da CBC, que será responsável pela contratação de profissionais qualificados, pela execução das atividades pedagógicas e esportivas, além da seleção dos novos alunos. O financiamento do projeto é assegurado pelo CPB, por meio do Programa de Iniciação e Fomento do Esporte Paralímpico, que monitorará o cumprimento de metas estabelecidas. A APA, por sua vez, irá disponibilizar as instalações, auxiliar na divulgação e assegurar a infraestrutura necessária para a prática esportiva.
Segundo Edilson Rocha, conhecido como Tubiba, diretor de paraciclismo da CBC, a escolha da APA foi quase unânime. “O histórico da associação, seu trabalho na transição de atletas da base para o alto rendimento e os resultados obtidos em eventos do CPB demonstram que a APA é a parceira ideal para este projeto”, afirmou.
Crescimento e Expansão do Paraciclismo
A expectativa, conforme ressaltou Tubiba, é criar uma cultura na região em torno de uma modalidade que, apesar de pouco praticada, possui um grande potencial. O ciclismo é a terceira atividade que mais distribui medalhas nos Jogos Paralímpicos, com um total de 153 medalhas, sendo 51 de ouro, 51 de prata e 51 de bronze. “Esperamos que Pernambuco, especialmente a região de Petrolina, produza novos atletas e impulsione o crescimento da modalidade, promovendo competições estaduais e regionais e revelando talentos que possam um dia integrar a seleção brasileira”, concluiu.
O núcleo em Petrolina será uma das oito unidades regionais da Escola de Paraciclismo Brasil, com um foco claro na inclusão de pessoas com deficiência, identificação de talentos e promoção do paraciclismo na região.
APA: Referência em Inclusão e Alto Rendimento
Localizada em Petrolina (PE), no coração do Vale do São Francisco, a APA se destaca como um case de sucesso no impacto social e esportivo da região Nordeste. Este clube de atletismo é reconhecido nacionalmente por seu modelo de inclusão social e alto rendimento. Em seus 22 anos de atuação, a APA já impactou mais de 2.500 pessoas, promovendo o atletismo desde a formação básica até o alto rendimento. Por meio de seu trabalho, a associação tem transformado o cenário esportivo e social da região, revelando grandes talentos, que fizeram com que seu nome fosse reconhecido entre as principais equipes do atletismo olímpico e paralímpico brasileiro.
Além disso, a APA é o único clube de atletismo no Nordeste certificado pela Lei Pelé. A associação se destaca ainda na execução de projetos financiados pela Lei de Incentivo ao Esporte (LIE) do Governo Federal, sendo atualmente responsável por quatro iniciativas: Escolinhas de Atletismo Inclusivo, Escolinhas Sem Fronteiras, Canoagem Paralímpica e o Projeto Olímpico e Paralímpico do Sertão. As Escolinhas atendem cerca de 800 crianças, com e sem deficiência, em nove núcleos nas cidades de Petrolina, Bodocó, Lagoa Grande, Ouricuri, em Pernambuco, e Juazeiro e Remanso, na Bahia.
