União Brasil e Progressistas: Uma Nova Aliança Política
Na última edição do Baile Municipal do Recife, realizada no sábado (07), o presidente estadual do União Brasil, Miguel Coelho, revelou que a federação formada por seu partido e pelos Progressistas está buscando uma sintonia com o projeto político do prefeito do Recife, João Campos, do PSB. Coelho enfatizou a importância dessa união para as próximas eleições, particularmente as de 2026.
O fortalecimento dessa parceria teve início em 2023, quando o União Brasil decidiu apoiar Campos na eleição municipal de 2024. Em contrapartida, o PSB também se comprometeu a oferecer respaldo ao partido em Petrolina. Miguel Coelho afirmou que a direção nacional do União Brasil está atenta e respaldando essa movimentação, explicando que desavenças internas são normais dentro da dinâmica política.
Alinhamento e Divergências nas Eleições Futuras
Em relação ao deputado federal Eduardo da Fonte, presidente estadual do Progressistas e da federação, João Campos deixou claro que estará alinhado com Raquel Lyra e Miguel Coelho, indicando assim que os caminhos políticos para as eleições de 2026 podem seguir direções diversas.
Miguel Coelho também destacou que o foco principal do União Brasil nas eleições de 2026 será a disputa pelo Senado. Ele defendeu a ideia de que, caso haja mais de um nome interessado na candidatura, os partidos devem ocupar seus espaços de maneira estratégica. No entanto, caso surja apenas uma candidatura, o partido se comprometerá em defendê-la de forma unificada.
Prioridades e Estratécias para o Senado
Eduardo da Fonte, por sua vez, já havia manifestado que a executiva nacional da federação estabeleceu que as candidaturas ao Senado devem ser definidas com base na maioria partidária em cada estado. No contexto de Pernambuco, onde o Progressistas possui uma representatividade significativa, a expectativa é que a sigla tenha prioridade na indicação da candidatura.
Por fim, Miguel Coelho negou qualquer ambiente de tensão política, reiterando que as decisões sobre candidaturas majoritárias devem ser tomadas em consenso entre os partidos da federação. Caso não haja um consenso total, a definição das candidaturas será encaminhada para a direção nacional da federação, conforme estipulado em seu estatuto.
