Ação Policial Sem Precedentes
Uma grande operação mobilizou mais de 60 policiais civis na luta contra a criminalidade, resultando na desarticulação de uma renomada quadrilha que atuava na fraude de concursos públicos. A ação, que focou principalmente em uma tentativa de manipulação no concurso para o cargo de Oficial Investigador da Polícia Civil do Ceará (PC-CE), ocorreu em três estados, destacando o Ceará, Pernambuco e Espírito Santo. As provas desse concurso foram realizadas em agosto de 2025, com outras etapas programadas para o futuro.
Durante a operação, foram cumpridos diversos mandados de prisão e de busca e apreensão em cidades estratégicas como Petrolina, em Pernambuco, que se destacou como um dos principais pontos de atuação do grupo criminoso.
Inovação Tecnológica para o Crime
As investigações, conduzidas pelas polícias do Ceará e de Pernambuco, revelaram que a organização criminosa utilizava dispositivos tecnológicos sofisticados para transmitir os gabaritos das provas em tempo real para candidatos favorecidos. A resposta das autoridades foi célere, eliminando todos os candidatos identificados como participantes do esquema fraudulento, totalizando 15 pessoas. Os nomes dos eliminados foram divulgados em um comunicado da Universidade Estadual do Ceará, que é a responsável pelo certame. A Polícia Civil garantiu que o concurso seguirá conforme o cronograma estipulado no edital, assegurando que os demais candidatos não fossem prejudicados.
Monitoramento e Consequências Legais
A Justiça determinou medidas rigorosas, incluindo o uso de tornozeleiras eletrônicas tanto para os líderes do grupo quanto para os candidatos que participaram da fraude. Além das prisões ligadas diretamente ao caso, a operação resultou em três prisões em flagrante por delitos relacionados, como porte ilegal de armas e venda irregular de anabolizantes.
Entre os itens apreendidos, há uma variedade de materiais que servirão para dar continuidade às investigações. Foram confiscados aparelhos celulares e equipamentos eletrônicos utilizados para a transmissão de dados, além de documentos e materiais que apoiavam a fraude, uma arma de fogo e o que foi classificado pela polícia como “insumos ilícitos”, embora não tenham sido fornecidos detalhes específicos sobre isso.
Os detidos foram levados para delegacias regionais e permanecem à disposição da Justiça. As investigações continuam em andamento, com o objetivo de identificar outros possíveis membros dessa complexa rede criminosa que se aproveitava da fragilidade dos processos seletivos.
