Rio Preto e a Perda de Recursos Educacionais
Pelo segundo ano consecutivo, Rio Preto não figura entre os municípios que receberão recursos complementares do Ministério da Educação. Em 2023, a cidade recebeu R$ 2,5 milhões e está fora da lista que, em 2026, distribuirá R$ 29 milhões entre 35 cidades da região. Essa verba extra é proveniente do Valor Aluno Ano Resultado (VAAR), uma premiação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que se baseia na melhoria dos indicadores de aprendizagem e na implementação de políticas de redução de evasão escolar.
O motivo da exclusão de Rio Preto está relacionado ao não cumprimento de requisitos estabelecidos pelo Ministério da Educação. Especialistas em educação, que preferem não ser identificados, apontam que a falta de metas específicas e a baixa performance em indicadores de aprendizagem têm contribuído significativamente para essa situação. “É uma questão alarmante, pois a cidade tem potencial para obter esses recursos, mas não está aproveitando as oportunidades disponíveis”, afirma um educador local.
Além disso, a situação é ainda mais preocupante quando se observa as consequências diretas dessa perda de verba no financiamento de iniciativas e programas educacionais. Com a diminuição dos recursos, escolas podem enfrentar dificuldades para promover melhorias na infraestrutura e na formação de professores. “Os investimentos são essenciais para a qualidade do ensino e, sem eles, a recuperação dos índices não será possível”, ressalta um gestor de escola da cidade.
A expectativa para o futuro é que as autoridades responsáveis pela educação em Rio Preto se mobilizem para ajustar as estratégias e atender aos critérios exigidos pelo governo federal. De acordo com a análise de especialistas, é fundamental que a gestão pública priorize a educação e desenvolva um plano que envolva a comunidade escolar, pais e alunos na busca por melhorias. Somente assim, será possível reverter esse quadro e garantir o acesso a recursos que beneficiem a educação na cidade.
O caso de Rio Preto não é isolado. Muitas cidades enfrentam desafios semelhantes ao tentar acessar verbas federais. O fato é que, enquanto algumas localidades conseguem se organizar e atender aos requisitos, outras ficam à margem, o que gera uma disparidade na qualidade do ensino entre diferentes regiões do país. Assim, é vital que haja um esforço conjunto para que mais municípios possam se qualificar e, consequentemente, receber os investimentos que farão a diferença na formação das futuras gerações.
