Profissionais Compartilham Suas Histórias
No Dia Nacional da Fotografia, celebrado em 8 de janeiro, fotógrafos do Vale do São Francisco relembram a importância da arte de capturar momentos. A escolha da data remete ao dia em que Dom Pedro II recebeu um daguerreótipo, um dos primeiros equipamentos de registro fotográfico do mundo, que marcou o início da fotografia no Brasil.
Jaquelyne Costa, jornalista e fotógrafa, recorda sua infância ao lado de sua mãe, que usava uma câmera Kodak de filme. “A câmera nas mãos dela parecia um objeto mágico”, diz. Para ela, o processo de revelação das fotos era um ritual encantador, onde cada imagem recebida se transformava em um pequeno milagre.
O aprendizado em fotojornalismo na Universidade do Estado da Bahia (Uneb) foi fundamental para mudar sua percepção. “Aprendi que a fotografia é um testemunho do cotidiano e dos gestos simples que constroem nossas vidas”, explica. Para Jaquelyne, a fotografia se tornou uma forma de observar o mundo com mais atenção e respeito, especialmente em seu trabalho com jornalismo ambiental.
Outra voz importante na celebração é a de Emanuel Henrique, que aos 26 anos, considera a fotografia um divisor de águas em sua vida. Em 2017, um simples clique no celular fez com que ele enxergasse o mundo de uma nova maneira, despertando sua paixão pela fotografia. “A cada imagem registrada, minha conexão com a fotografia se aprofundava”, conta.
Com o projeto “Natureza do Cotidiano”, Emanuel busca registrar a beleza de sua região, utilizando a luz e as cores como ferramentas para contar histórias. A profissionalização veio com um curso de fotografia que ele ganhou em um concurso, e sua experiência no exército também contribuiu para o seu amadurecimento como fotógrafo.
Por sua vez, Caio Alves, fotógrafo e jornalista, compartilha que seu contato com a fotografia começou na infância, observando seu pai registrar momentos familiares. “Com o tempo, fui compartilhando minhas imagens em um blog, e a fotografia se tornou central na minha formação em jornalismo”, relata. Seu trabalho mais recente, um fotolivro sobre a relação das mulheres com o Rio São Francisco, já lhe rendeu prêmios e reconhecimento na área.
Leonardo Carvalho, que despertou sua paixão pela fotografia tardiamente, fala sobre sua conexão com a arte. “Fotografar me diverte e me realiza”, diz ele, que se tornou uma referência em fotografia de casamentos e eventos no Vale do São Francisco. Apesar de seus sucessos, ele ainda deseja expandir seus horizontes, focando em manifestações culturais e retratos.
Esses fotógrafos, com suas histórias e experiências, mostram como a fotografia pode ser uma forma potente de expressão e de conexão com o mundo. Cada um deles, à sua maneira, celebra a arte de preservar memórias e contar histórias através das lentes de suas câmeras.
