A Relação das Mulheres com o Velho Chico
Um novo olhar sobre a memória, o trabalho e a cultura no Sertão de Pernambuco é o que o jornalista e fotógrafo Caio Alves traz com seu fotolivro. Intitulado ‘Mulheres do (Velho Chico) Opará: conexões e histórias’, o projeto foi lançado em Petrolina e destaca a relação afetiva de três mulheres com o Rio São Francisco. O autor escolheu essas personagens para evidenciar o protagonismo feminino nas margens do rio, oferecendo uma narrativa rica e multifacetada.
O fotolivro digital é uma combinação de fotografias, colagens e depoimentos de Aline Alcântara, Alinne Café e Martha Nunes, mais conhecida como Sannuma. Através de suas histórias, Caio Alves busca transmitir como essas mulheres mantêm uma conexão íntima com o Opará, envolvendo temas como ativismo, cotidiano e saberes ancestrais.
O Significado do Opará
Um dos aspectos mais significativos do projeto é a decisão de substituir o nome ‘Velho Chico’ pelo termo indígena ‘Opará’. Essa escolha não é meramente simbólica; para Alves, é uma forma de resgatar a memória do rio, que já possuía uma identidade própria antes da colonização. “O rio já existia e já tinha nome antes da colonização. Trazer o Opará de volta é um ato de memória, de respeito aos saberes originários e de valorização de histórias que foram, ao longo do tempo, silenciadas”, enfatiza o autor.
Acessibilidade do Fotolivro
Os interessados em conhecer mais sobre o projeto podem acessar e baixar o fotolivro gratuitamente. Essa iniciativa visa ampliar o alcance das histórias e promover um diálogo mais profundo sobre o papel das mulheres na cultura e na preservação do patrimônio natural do Sertão.
Quem é Caio Alves?
Natural de Juazeiro, Caio Alves reside em Petrolina há mais de uma década. Sua trajetória como fotógrafo e jornalista é marcada pela exploração de temas relacionados a identidades, territórios e as narrativas que emergem do sertão e do Vale do São Francisco. O projeto ‘Mulheres do Opará: conexões e histórias’ foi realizado com o apoio do Edital nº 005/2024 da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), em Petrolina. Com um olhar atento sobre o cotidiano e as vozes menos ouvidas, Alves se estabelece como uma importante referência na documentação cultural da região.
