Inclusão Digital e Preservação Cultural na Comunidade Fulni-ô
O Ministério das Comunicações tem na inclusão digital uma de suas principais missões, e o povo indígena Fulni-ô, em Pernambuco, é um exemplo de beneficiário direto dessa política. Com o programa Computadores para Inclusão, a realidade dessa comunidade tem sido transformada, permitindo que a cultura Fulni-ô ganhe espaço no universo digital e alcance novos públicos.
Hugo Fulni-ô, gestor escolar e cineasta da comunidade, ressalta a importância dos equipamentos doados pelo ministério. Segundo ele, os computadores proporcionam acesso à internet e abrem uma nova forma de comunicação que amplifica as vozes indígenas, conectando o povo Fulni-ô a diferentes plataformas e possibilidades.
O Impacto do Programa Computadores para Inclusão
Desde 2017, a Escola Indígena Fulni-ô Marechal Rondon conta com 11 computadores entregues pelo programa, que recupera máquinas reaproveitadas pelo Centro de Recondicionamento de Computadores (CRC UBEE). Essa iniciativa não só reduz o descarte inadequado de lixo eletrônico, mas também apresenta uma solução sustentável para ampliar o acesso à tecnologia em comunidades que enfrentam desafios estruturais.
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Fonte: soudebh.com.br
Hugo, que atua na escola desde 2018, explica que o contato com essas ferramentas tecnológicas muitas vezes acontece pela primeira vez entre os indígenas. O aprendizado vai além da simples utilização dos aparelhos, envolvendo um equilíbrio entre inovação e a valorização da cultura e da história Fulni-ô, garantindo que a tecnologia seja aliada da preservação cultural, e não um elemento de substituição.
Crescimento da Inclusão Digital nos Territórios Indígenas
Entre 2023 e 2025, o Ministério das Comunicações ampliou significativamente o alcance do programa, doando 975 computadores para territórios indígenas, um salto de 375% em relação ao triênio anterior (2020-2022), quando foram entregues 205 equipamentos. Além disso, o número de pontos de inclusão digital aumentou 522%, passando de 18 para 112 localidades atendidas, ampliando o acesso e a participação digital das comunidades indígenas.
O programa Computadores para Inclusão, portanto, une inclusão digital, qualificação profissional e sustentabilidade. Equipamentos eletrônicos doados por órgãos públicos e instituições são recuperados nos Centros de Recondicionamento de Computadores, onde também são realizados cursos de informática e tecnologia para jovens e adultos. Após o processo de recondicionamento, os computadores são entregues a escolas, associações e projetos sociais em todo o Brasil, como os da comunidade Fulni-ô.
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Fonte: londrinagora.com.br
Com previsão para 2026, o programa pretende doar 29,1 mil computadores e emitir 17,1 mil certificados de formação profissional, contribuindo para a ampliação do acesso à tecnologia e ao conhecimento em diversas regiões do país, especialmente aquelas com populações indígenas.
Essa iniciativa representa um passo concreto para que a conectividade e a tecnologia caminhem lado a lado com a valorização cultural, promovendo a circulação e o fortalecimento das identidades indígenas no ambiente digital e na vida cotidiana, incluindo a região de Pernambuco, onde o povo Fulni-ô mantém vivas suas tradições e histórias.
