Atuação do HU-Univasf em Acidentes com Animais Peçonhentos
Localizado em Petrolina, Pernambuco, o hospital universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf) é a principal unidade de saúde para atender casos de acidentes envolvendo animais peçonhentos, como cobras, aranhas e lagartas venenosas. Nos últimos 12 meses de 2025, o hospital registrou 139 atendimentos relacionados a esses incidentes, resultando em dois óbitos por picadas de cobra. No primeiro trimestre de 2026, já foram atendidas 27 pessoas com envenenamentos por picadas de aranhas, escorpiões, serpentes e lacraias.
Para esses atendimentos, o HU-Univasf disponibiliza imunobiológicos, que são medicamentos eficazes na neutralização do veneno. No caso de picadas de aranhas, o soro antiaracnídico é utilizado para combater o veneno de espécies como a aranha-marrom e a armadeira. Para incidentes envolvendo lagartas venenosas, como as taturanas, é aplicado o soro antilonômico, enquanto o soro antiofídico é usado para picadas de cobras como cascavéis, corais e jararacas.
Importância da Busca Imediata por Atendimento
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A chefe da Unidade de Vigilância em Saúde do HU-Univasf, Daniely Figueiredo, alerta que o atendimento é voltado para adultos, pois o serviço pediátrico é encaminhado para outra instituição. Ela enfatiza a importância da procura imediata pelo hospital após uma picada. “O ideal é manter a calma, não movimentar o membro afetado e se dirigir à unidade de saúde rapidamente. É suficiente lavar a área com água e sabão; não é recomendado o uso de torniquetes, pois o tratamento adequado é feito com o soro no atendimento de emergência”, explica Daniely.
No caso de picadas de escorpião, não é necessário o uso de soro em adultos, mas a busca por atendimento médico continua sendo fundamental. “Para adultos, o tratamento é sintomático. Portanto, é importante ficar atento a sinais como dor e inchaço. Se houver qualquer sintoma, deve-se procurar uma unidade básica de saúde ou uma UPA”, complementa a especialista.
Atenção Redobrada com Cobras Após as Chuvas
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Fonte: novaimperatriz.com.br
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Fonte: cidaderecife.com.br
O biólogo Leonardo Ribeiro, professor do Colegiado de Ciências Biológicas da Univasf, ressalta que o período pós-chuva aumenta a movimentação de serpentes na caatinga. “Após as chuvas, há uma maior disponibilidade de água e alimentos, e a vegetação alta atrai serpentes em busca de pequenos vertebrados, como roedores e lagartos, que estão em sua dieta”, observa Ribeiro.
Ele também destaca a importância do uso de equipamentos de proteção individual (EPI) para prevenir acidentes, especialmente em atividades rurais. O uso de botas, perneiras e luvas adequadas é crucial para quem trabalha em áreas que exigem esses cuidados. “Nunca devemos tentar pegar uma serpente, mesmo que pareça morta. Além disso, é fundamental evitar o acúmulo de entulhos ou materiais empilhados nas proximidades das residências, pois isso pode atrair pequenos animais e, consequentemente, as cobras”, adverte.
Conservação e Importância das Serpentes no Ecossistema
Ribeiro também enfatiza que as serpentes são essenciais para o equilíbrio ecológico e para a cadeia alimentar. Elas ajudam a controlar a população de roedores, que podem ser portadores de doenças transmissíveis aos humanos. Para aqueles que desejam aprender mais sobre as serpentes que habitam a caatinga, está disponível a cartilha “Serpentes Peçonhentas do Semiárido – reconhecimento, prevenção e procedimentos em casos de acidentes”, acessível através deste link.
Sobre a HU Brasil
O HU-Univasf integra a HU Brasil desde 2014, uma estatal criada pela Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC). Em 2026, a HU Brasil passou por um reposicionamento, adotando um novo nome que reflete sua essência. A estatal é responsável pela gestão de 45 hospitais universitários federais em 25 estados, promovendo assistência, pesquisa e inovação através de uma administração de qualidade.
