Evento Promove Inclusão e Acesso à Cultura
Na última sexta-feira, dia 10, cerca de 300 crianças e jovens atípicos, assim como usuários acompanhados pelo CAPS e integrantes de instituições locais, tiveram a oportunidade de participar de uma tarde especial no Antoniolly Circus, localizado no Parque Natural Engenheiro Geraldo Rocha. Esta ação, promovida pela Prefeitura de Barreiras, reuniu múltiplas secretarias e parceiros, criando um ambiente propício para inclusão, acolhimento e lazer.
A atividade faz parte da programação do mês de conscientização sobre o autismo e ressalta o compromisso do município em ampliar o acesso a experiências culturais e sociais. Com o tema “Autonomia se constrói com apoio”, o evento contou com a participação de crianças atendidas pelo Centro Especializado em Reabilitação Aníbal Barbosa Filho (CER II), além de instituições como AMMA, AMAB, APAE, Otto Willi, Escola Eugênia Ravasco e Instituto Viver Melhor.
Segundo a coordenadora de Inclusão, Cindy Souza, a atividade transcende a mera recreação. “Esse é um momento muito especial, porque a inclusão vai além da terapia e da sala de aula. É também garantir o acesso ao lazer. Muitas dessas crianças não teriam essa oportunidade, e quando o município promove esse encontro, mostra que está realmente abraçando essa causa. É uma união de muitas mãos, de instituições e da gestão, para garantir que essas crianças sejam vistas, acolhidas e valorizadas”, afirmou.
A mobilização envolveu várias áreas da Prefeitura, incluindo a Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços, e faz parte de um conjunto de ações planejadas para o mês. Outras iniciativas incluem atividades nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), atendimentos no CER II, práticas esportivas adaptadas e orientações às famílias, todas com o objetivo de fortalecer o cuidado contínuo com o público atípico.
Denny Samper, coordenadora de Saúde Mental de Barreiras, também enfatizou a importância da cultura no processo de cuidado e destacou que esta iniciativa é um símbolo do avanço nas políticas públicas de inclusão na cidade. Ela reforçou que ações como essa não devem se restringir apenas ao mês de abril, mas devem ser mantidas ao longo do ano, promovendo a conscientização e ampliando as oportunidades para esses jovens.
“A cultura tem um papel fundamental no fortalecimento emocional e social. O circo desperta o riso, a autoestima e o sentimento de pertencimento. Quando essas crianças e usuários ocupam esses espaços, eles se sentem valorizados e protagonistas de suas histórias. Isso também faz parte do cuidado em saúde mental”, finalizou Denny.
