Medidas de valorização salarial e investimentos em infraestrutura transformam a educação no Amapá
No último dia 2, o Governo do Amapá divulgou um novo pacote de ações voltadas para a valorização dos profissionais da educação e de outras categorias de servidores estaduais. Com esse anúncio, o cenário salarial para o magistério amapaense viu um avanço expressivo e histórico. Desde o começo de 2023, os educadores já acumularam um impressionante reajuste de 38,93%. Esse percentual é resultado de uma política contínua de valorização e recomposição salarial, colocando o estado na vanguarda nacional em termos de gestão de recursos para a educação.
Entre as principais novidades, destaca-se um reajuste de 5,4% concedido aos profissionais da educação e um aumento significativo de 50% no auxílio alimentação para todos os servidores, incluindo aqueles da área educacional. Essa iniciativa demonstra o comprometimento da gestão estadual em priorizar a educação pública, reconhecendo de forma direta o trabalho de seus profissionais.
Ainda em termos de remuneração, o estado se posiciona com um salário inicial 35,6% acima do piso nacional, reafirmando o compromisso com o servidor da educação. O novo auxílio de R$ 750 destinado ao funcionalismo público também representa um aporte significativo na economia local.
Um histórico de ganhos reais
Esse aumento salarial é fruto de uma estratégia escalonada e contínua de reajustes. Em 2023, os educadores receberam um total de 9,76% em reajustes, sendo 5,6% em abril e 4,16% em setembro. O aumento previsto para 2024 foi de 8,62%, dividido entre 5% linear e 3,62% atrelados ao piso nacional. Em 2025, foi registrado o maior aumento do período, atingindo 12%, com 6,27% em abril e 5,73% em outubro. Ao somar todos esses reajustes, temos um total de 33,53% em três anos. Com o acréscimo de 5,4% previsto para 2026, o total chega a 38,93% em quatro anos, o que é considerado um dos maiores avanços salariais do setor público no Brasil.
Atualmente, um professor no Amapá que trabalha em jornada de 40 horas tem um salário inicial de R$ 6.600,98, valor que, com o novo aumento, passará para R$ 6.957,40. Isso representa 35,6% acima do piso nacional do magistério, colocando o estado como o 6º maior salário inicial do Brasil. Ao final da carreira, o rendimento pode chegar a R$ 12.862,91, garantindo ao Amapá a 4ª maior remuneração do país. Vale ressaltar que os dados se referem à remuneração do professor da Classe C, uma vez que o estado não realiza mais concursos para a Classe A.
Fortalecimento da carreira e infraestrutura
Além da revisão salarial, o Governo do Amapá também fez esforços para fortalecer a trajetória dos profissionais da educação. Foram concedidas mais de 11 mil progressões verticais e mais de mil progressões horizontais, além de gratificações por aperfeiçoamento, assegurando reconhecimento e avanço funcional de acordo com o mérito e a qualificação.
Outro ponto importante da gestão é o aumento do auxílio alimentação dos servidores, que passou de R$ 500 para R$ 750. O aumento de 50% foi anunciado pelo governador Clécio Luís e já está em vigor, beneficiando todo o funcionalismo público.
A infraestrutura escolar também tem sido uma prioridade. O governo investiu em reformas, reconstruções e modernizações das unidades de ensino, além da compra de novos mobiliários e recursos tecnológicos. Esses investimentos visam criar ambientes mais propícios para a aprendizagem, beneficiando tanto alunos quanto educadores.
Recentemente, foi registrado um dos maiores investimentos em tecnologia educacional da história do estado, com mais de R$ 48 milhões direcionados à modernização da rede. Foram entregues 15 mil notebooks, instaladas 150 antenas de internet via satélite em regiões estratégicas e distribuídos mais de 41 mil kits de material escolar, incluindo kits específicos para professores. Essa estratégia amplia o acesso à tecnologia, fortalece a inclusão digital e melhora as condições de ensino em todo o Amapá.
Além disso, a rede escolar passou por uma ampla modernização, com R$ 132 milhões investidos na revitalização e reconstrução de 147 unidades de ensino. “Os números mostram que a valorização dos profissionais da educação é resultado de uma gestão responsável e planejada. Estamos garantindo não apenas ganhos salariais, mas também melhores condições de trabalho, com investimentos em infraestrutura e recursos que impactam diretamente a qualidade do ensino”, destacou Cinthya Mendes, secretária de Administração.
