Mobilização em Defesa da Educação Pública
Nesta quinta-feira, 26 de março, profissionais da educação se reuniram em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, para um protesto que ocorreu pela manhã. Organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintep), o ato teve início por volta das 9h, na Praça do Bambuzinho, um local central da cidade.
Essa mobilização faz parte de uma paralisação estadual que une professores, profissionais de educação e estudantes em uma luta coletiva por melhorias nas escolas públicas. O sindicato afirma que o evento integra uma campanha salarial para o ano de 2026 e se alinha a uma mobilização nacional que visa garantir a qualidade das instituições de ensino.
Motivos da Paralisação Segundo o Coordenador
Robson Nascimento, coordenador do Sintep, explicou os objetivos da manifestação. Ele ressaltou que, apesar do avanço nas negociações salariais, ainda existem necessidades estruturais que exigem atenção imediata. “Estamos ainda em campanha salarial educacional de 2026, e embora tenhamos avançado nas negociações salariais, ainda enfrentamos desafios significativos em relação à qualidade das escolas,” afirmou Robson.
O coordenador também mencionou que a mobilização deste dia é uma parte crucial da luta pela melhoria das condições de ensino: “Hoje, além da nossa pauta, coincide com uma mobilização nacional dos estudantes, que também clama por melhores condições nas escolas públicas.”
Robson Nascimento destacou algumas das principais reivindicações do movimento: “A paralisação de hoje é um apelo por uma educação pública de qualidade. Estamos exigindo a climatização das salas de aula, alimentos escolares de qualidade e melhorias nas infraestruturas escolares.” De acordo com uma recente pesquisa realizada pelo sindicato, envolvendo 500 escolas em Pernambuco, os resultados mostram que 84% dos entrevistados relataram problemas estruturais nas instituições.
Entre as dificuldades apontadas, estão questões elétricas que afetam o funcionamento de aparelhos em 72% das escolas, além da falta de climatização, que é uma realidade em 61% delas. Outras preocupações incluem salas superlotadas e a ausência de quadras esportivas cobertas em 48% das escolas. “Além disso, 28% das instituições estão enfrentando falhas no fornecimento de água potável,” alertou Robson, enfatizando que o Sintep está exigindo do governo estadual uma resposta ágil em relação a essas questões.
Protesto Segue na Praça do Bambuzinho
Conforme informações do sindicato, o protesto em Petrolina está programado para ocorrer até o meio-dia, concentrando-se na Praça do Bambuzinho. A participação de trabalhadores da educação e estudantes é uma demonstração clara da união da categoria em busca de soluções para os problemas enfrentados nas escolas.
Os educadores demandam do governo estadual ações efetivas que assegurem condições adequadas para o ensino e a aprendizagem nas instituições públicas. Com a presença massiva de profissionais e alunos, o ato reflete a importância de se lutar por uma educação mais digna e com qualidade para todos.
