Rota Mogiana: Um Novo Capítulo para o Turismo Paulista
A recente concessão da Rota Mogiana, promovida pelo Governo de São Paulo dentro do Programa de Concessões Rodoviárias, representa um marco significativo para o turismo e o desenvolvimento socioeconômico do interior do estado. Com a requalificação da malha viária, abre-se um importante corredor de integração regional, ligando a Região Metropolitana de Campinas a municípios que fazem divisa com Minas Gerais. Essa nova infraestrutura vai facilitar o acesso a destinos turísticos, históricos e culturais, fundamentais para a identidade paulista.
O leilão, ocorrido na última sexta-feira na B3, teve como vencedor o consórcio Rota Mogiana, liderado pelo grupo Azevedo e Travassos, que fez uma oferta de outorga fixa ao Estado no valor de R$ 1,08 bilhão. Essa vitória promete trazer investimentos que ajudarão a dinamizar ainda mais as atividades turísticas na região.
Um Trajeto Rico em Cultura e Atrações
O lote da Rota Mogiana possui cerca de 520 quilômetros e atravessa regiões reconhecidas por sua atratividade turística. A área é rica em estâncias hidrominerais, cidades históricas, rotas gastronômicas e vinícolas renomadas. Faz parte do programa Rotas do Vinho de São Paulo e também se integra às Rotas do Café, destacando suas tradições cafeeiras de alta qualidade. Além disso, a concessão da Indicação Geográfica da Alta Mogiana tem atraído turistas interessados em conhecer as fazendas que produzem cafés de renome, bem como o terroir certificado.
Nos últimos anos, a região também vem se consolidando como um polo vitivinícola em ascensão, especialmente na produção de vinhos de inverno, como o Cabernet Sauvignon. A forte presença da pecuária de leite contribui para a produção de queijos artesanais, com queijarias que se destacam pela qualidade e autenticidade.
Benefícios para o Turismo e o Setor Agrícola
A Rota Mogiana não apenas melhora o acesso a atrativos turísticos, mas também desempenha um papel crucial no escoamento da produção agrícola e agroindustrial do estado. Ela conecta áreas produtoras a centros logísticos e mercados consumidores em São Paulo e Minas Gerais, beneficiando não apenas os turistas, mas também moradores e trabalhadores que dependem das rodovias.
O processo de concessão teve uma participação ativa da sociedade, com várias consultas e audiências públicas. Isso resultou em um modelo contratual que considera as demandas regionais e prioriza a segurança, fluidez e qualidade do serviço. Ao todo, foram 284 contribuições que foram cuidadosamente analisadas pelas equipes técnicas da SPI e da Artesp, incorporando as sugestões ao edital.
A Qualidade das Rodovias Paulistas
Uma pesquisa recente da Confederação Nacional do Transporte (CNT) revelou que 14 das 20 melhores rodovias do Brasil estão localizadas em São Paulo, 11 delas concedidas. Os critérios incluem qualidade do pavimento, sinalização e geometria da via, reforçando o protagonismo do estado em termos de segurança viária e eficiência operacional.
Redução de Tarifas e Investimentos
A nova concessão, que inclui trechos atualmente sob a gestão da Renovias e do DER, está prevista para iniciar em julho de 2026, quando se encerra o contrato atual. Já na estreia da nova concessão, haverá uma redução significativa nas tarifas em várias praças. Em Jaguariúna, por exemplo, a queda poderá chegar a 29%, enquanto outras cidades, como Águas da Prata e Estiva Gerbi, também apresentarão diminuições consideráveis.
O projeto prevê investimentos de aproximadamente R$ 9,4 bilhões, com foco na ampliação da capacidade e segurança das rodovias. Serão realizadas duplicações em mais de 217 quilômetros de rodovias estratégicas, além da implementação de faixas adicionais e novas vias marginais para melhorar a fluidez do tráfego.
Intervenções para Segurança e Conectividade
Para garantir a segurança dos usuários e qualificar o acesso urbano, o projeto inclui a construção de 58 novas passarelas para pedestres, 129 novos dispositivos de interseção e vias locais. Essas intervenções visam aumentar a conectividade entre as rodovias e os centros urbanos, favorecendo não apenas o turismo, mas também a mobilidade da população local.
