Cultura e Justiça Climática em Debate
No Centro de Convenções de Feira de Santana, nos dias 28 de fevereiro e 1º de março, ocorre a III Teia dos Pontos de Cultura da Bahia. Reunindo representantes culturais de todo o estado, o evento tem como tema central “Vozes e territórios pela implementação da Lei Cultura Viva na Bahia e pela justiça climática”. Organizado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), o encontro transforma o espaço em um verdadeiro hub de debates e trocas culturais, refletindo a diversidade dos 27 territórios de identidade cultural do estado.
A programação da III Teia inclui uma série de atividades, como oficinas e rodas de diálogo, além do lançamento de seis editais da Política Cultura Viva, que fazem parte do Ciclo 2 da Política Nacional Aldir Blanc (Pnab) na Bahia. Também será realizado o IV Fórum Estadual dos Pontos de Cultura, uma oportunidade de fortalecer a participação da sociedade civil e promover a gestão compartilhada entre o poder público e a rede cultural. O evento está alinhado à programação da 6ª Teia Nacional, que acontecerá de 24 a 29 de março no Espírito Santo.
“A Teia reafirma a força dos pontos e pontões de cultura como redes que mobilizam territórios inteiros”, afirmou Bruno Monteiro, Secretário Estadual de Cultura da Bahia. Ele destacou que a iniciativa é fundamental para garantir que a diversidade, os saberes ancestrais e as práticas comunitárias continuem a orientar o fazer cultural no estado. Ao reunir agentes de todas as regiões, a Teia potencializa a gestão compartilhada e reforça o compromisso do governo com políticas culturais que nascem nos territórios e devolvem à população o direito de produzir e viver a cultura.
Os Pontos de Cultura são iniciativas sem fins lucrativos desenvolvidas pela sociedade civil, atuando diretamente em seus territórios com ações culturais, sociais e educativas. Dados do Ministério da Cultura (MinC) mostram que a Bahia possui mais de 1.300 Pontos de Cultura certificados, consolidando-se como o terceiro estado com maior número de iniciativas reconhecidas no país.
Segundo Amanda Cunha, Superintendente de Desenvolvimento Territorial da Cultura, o evento representa um momento histórico de reencontro entre agentes culturais. “A Teia retorna como um calendário essencial da organização da Política Nacional Cultura, após mais de uma década. Com a aprovação da Lei Estadual Cultura Viva em 2024, a Teia se torna um espaço plural e democrático, onde poder público e sociedade civil podem aprimorar e implementar a lei, priorizando a cultura comunitária como elemento central da Territorialização da Cultura na Bahia”, declarou.
Eixos Temáticos e Inscrição para Observadores
A III Teia será dividida em quatro eixos temáticos, abordando questões como: o Plano Nacional Cultura Viva para a próxima década, a governança da política, a relação entre Cultura Viva e sustentabilidade, além da implementação da Lei Cultura Viva na Bahia.
Os interessados em acompanhar as atividades podem se inscrever como observadores, garantindo acesso a mesas, oficinas e demais momentos de programação. A inscrição é gratuita e a realização por meio de um formulário online.
Programação Completa da III Teia
A programação começa no dia 28 de fevereiro com o credenciamento das 07h às 13h no Centro de Convenções. Às 09h, acontece o Cortejo de Abertura, seguido da Mesa de Abertura às 09h40. Diversas mesas temáticas e oficinas serão realizadas ao longo dos dois dias, abordando a gestão colaborativa dos Pontos de Cultura, questões econômicas e práticas de preservação cultural. Além disso, haverá apresentações artísticas e intervenções culturais em um espaço livre destinado a expressões artísticas.
No dia 1º de março, os grupos de trabalho discutirão os eixos temáticos e haverá um fórum estadual para apresentação de propostas e eleição da comissão dos Pontos de Cultura. O evento ainda contará com diversas atividades voltadas a crianças e exposições culturais, reforçando o caráter inclusivo e colaborativo da Teia.
O Plano Nacional Cultura Viva, fundamentado na Lei Nº 13.018/2014, busca ampliar o acesso da população aos direitos culturais, beneficiando prioritariamente grupos em situação de vulnerabilidade. O Projeto de Lei da Política Estadual Cultura Viva, sancionado em dezembro de 2024, almeja transformar a cultura em um instrumento de reconhecimento dos direitos humanos e sociais dos cidadãos baianos.
