Investigação em Andamento
A cidade de Petrolina, em Pernambuco, está no centro de uma investigação relacionada a um possível envenenamento por metanol, após uma mulher permanecer internada após ingerir bebida alcoólica. A suspeita foi oficialmente comunicada aos órgãos de saúde nesta segunda-feira (23).
Conforme informações preliminares, a vodka consumida pela paciente teria sido adquirida em um comércio localizado no bairro Henrique Leite e consumida posteriormente no bairro Idalino Bezerra. É importante ressaltar que outras duas pessoas também consumiram a mesma bebida, mas, felizmente, não apresentaram sintomas de intoxicação.
A mulher em questão desenvolveu sintomas graves, como perda da visão, tremores e episódios de convulsão, que são compatíveis com casos de intoxicação por metanol. Tanto a Secretaria de Saúde de Petrolina quanto a Agência Municipal de Vigilância Sanitária estão liderando as investigações para averiguar uma possível contaminação do produto e verificar sua procedência. Até o momento, não há confirmação laboratorial da presença da substância tóxica.
Histórico Preocupante de Intoxicações por Metanol
Esse incidente traz à tona um assunto alarmante no município, especialmente considerando que em novembro de 2025, três casos de intoxicação por metanol já haviam sido confirmados em Petrolina, incluindo ocorrências fatais. Entre as vítimas estava a influenciadora digital Yasmim Ângela Feitosa de Souza, de apenas 26 anos, que faleceu após consumir bebidas alcoólicas durante sua própria festa de aniversário.
Seu companheiro, Fridman Gustavo Amorim Brito, de 22 anos, também foi afetado pela intoxicação na mesma ocasião e acabou falecendo após passar 29 dias internado no Hospital Regional de Juazeiro.
Até dezembro de 2025, Pernambuco se destacava como um dos estados com mais registros de mortes associadas à ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol. Dados do Ministério da Saúde indicam que foram confirmados 22 óbitos em todo o país, sendo cinco deles no estado pernambucano, uma cifra que só é superada pelo estado de São Paulo, que registrou 10 mortes desde o início das investigações em setembro daquele ano.
