Desafios do Transporte Público na Região
O estudante Igor Leonardo Lima, que reside no bairro Piranga em Juazeiro, se vê obrigado a enfrentar uma longa caminhada para chegar ao Instituto Federal do Sertão de Pernambuco (IFSertãoPE), localizado no bairro João de Deus, em Petrolina. Desde a interrupção da linha de ônibus que passava nas proximidades de sua casa, ele tem enfrentado dificuldades. “Desde que suspenderam a linha, comecei a ir a pé. São duas horas caminhando, totalizando 12 quilômetros até minha casa. Se consigo uma carona, levo cerca de meia hora, mas na maioria das vezes dependo do ônibus. Sem essa opção, tenho que me virar para encontrar uma alternativa para chegar até lá”, desabafa Igor.
A situação é semelhante para a estudante Maria Clara Resende, que precisou adaptar sua rotina. “Muitos alunos têm optado por andar até o campus para economizar ou pegar um ônibus em Juazeiro, atravessando a ponte”, afirma. “Além da questão financeira, isso se torna um risco para a nossa segurança”, completa.
A preocupação com a segurança é compartilhada por Jucicleide da Silva Resende, mãe de Maria Clara. Com duas filhas estudantes, uma no IFSertãoPE e a outra na Universidade de Pernambuco (UPE), ela expressa sua inquietação. “Trabalhamos preocupadas, pois os ônibus foram retirados sem aviso prévio, e ainda pagamos por isso”, relata, destacando a insegurança que essa situação traz para as famílias.
A linha de ônibus que fazia o trajeto entre Petrolina e Juazeiro teve suas atividades interrompidas em 19 de janeiro de 2026. A justificativa da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) foi a identificação de inconsistências em uma transferência irregular entre as empresas Joafra e Atlântico, sem a devida comunicação ou autorização da agência.
