Festa acadêmica promove debates e celebra a cultura sergipana no Campus São Cristóvão
No último dia 7, o Departamento de Turismo da Universidade Federal de Sergipe (DTUR/UFS) realizou o evento “Oxe, Que Folia! – Saberes, Cultura e Confete”. A programação, que tomou conta de diversos espaços do Campus São Cristóvão, trouxe uma combinação de debates acadêmicos e vivência cultural centrada na rica tradição do carnaval sergipano.
As atividades tiveram início com uma mesa-redonda abordando a cultura popular, seguida de um animado cortejo carnavalesco. Para agitar ainda mais o público, houve um aulão de ritmos ministrado pelo professor Lucas Henrique, que culminou com a festa do bloquinho “Oxe, Que Folia!!!”, incluindo um divertido concurso de fantasias.
O evento fez parte das atividades da disciplina de Planejamento e Organização de Eventos, do curso de Turismo da UFS, e visou promover um aprofundamento sobre o ciclo carnavalesco em Sergipe. A iniciativa buscou valorizar as manifestações culturais, além de estimular reflexões sobre identidade, turismo e festividades.
O professor Dênio Santos Azevedo, do DTUR/UFS e servidor do Escritório Estadual do Ministério da Cultura em Sergipe, foi o mediador da mesa-redonda. Ele destacou a relevância pedagógica do evento. “Esse é um componente curricular importante, onde os alunos puderam vivenciar na prática o que estudaram. Os momentos práticos no curso de turismo são inesquecíveis e oferecem uma experiência que fica para a vida inteira do aluno”, ressaltou.
A mesa contou com a presença de renomados convidados, como Max Prejuízo, fundador do bloco Galo do Augusto Franco, da percussionista e professora de capoeira Bárbara Neilma, e do professor de Geografia e gestor cultural João Luiz Lima Santos, que também é gestor na administração pública de Estância.
A professora substituta da UFS e uma das organizadoras do evento, Mariane Rocha, mencionou que a realização de um evento desse porte é um critério de avaliação da disciplina. Ela explicou que a temática foi escolhida em conjunto com a turma. “Com a proximidade do carnaval, decidimos unir a folia ao rigor acadêmico, proporcionando um intercâmbio cultural. A turma buscava algo além de palestras ou pura animação”, afirmou.
Mariane também destacou a importância da universidade na conexão entre teoria, prática e a extensão. “A academia deve ser um espaço de debate. Discutir a cultura popular é essencial para compreendermos nossa realidade e sociedade. É fundamental que os alunos tenham essa visão crítica, unindo a teoria às vivências”, completou.
Entre os participantes, a estudante de Farmácia, Evelyn Pereira, elogiou a iniciativa como uma pausa valiosa na rotina intensa de estudos. “É um momento para relaxar e se divertir, especialmente no final de período, que costuma ser muito estressante”, comentou.
Por outro lado, Júlia Satil, aluna do curso de Turismo, enfatizou a importância da ocupação cultural nos espaços universitários. “Muitas vezes, nos sentimos presos apenas a aulas teóricas. A faculdade deve ser um lugar de experiências e vivências”, destacou.
