Brasilândia em Alerta: Situação de Emergência em Saúde Pública
No dia 26 de janeiro de 2026, a Prefeitura de Brasilândia tomou uma decisão significativa no combate às arboviroses ao decretar Situação de Emergência em Saúde Pública. Esse ato foi uma resposta urgente ao risco iminente de uma epidemia de dengue, zika e chikungunya que ameaça o município. A medida, oficialmente publicada no Diário Oficial, busca integrar toda a estrutura administrativa e a comunidade em uma mobilização intensa contra o mosquito Aedes aegypti.
Assinada pela prefeita Márcia Regina do Amaral Schio, a determinação se fundamenta em dados epidemiológicos e entomológicos fornecidos pela Vigilância em Saúde local. Estas informações revelam que Brasilândia é um dos municípios com a maior concentração de focos do mosquito transmissor no estado de Mato Grosso do Sul. A situação é classificada como de “risco concreto e iminente” para um surto epidêmico.
A prefeita Márcia Amaral comentou sobre a gravidade da situação: “Diante dos números que temos acompanhado, não podemos cruzar os braços. Esta medida preventiva é um chamado à ação de todos – poder público e população – para evitar que tenhamos uma crise de saúde pública em nossa cidade”. Essa declaração enfatiza a necessidade urgente de uma resposta coletiva.
A Situação de Emergência terá validade de 90 dias, podendo ser prorrogada conforme a necessidade. Embora não configure um estado de calamidade pública, a medida permite uma mobilização extraordinária de recursos e a atuação conjunta de todas as secretarias municipais. A Secretaria Municipal de Saúde ficará encarregada da coordenação técnica, enquanto as pastas de Infraestrutura, Administração, Educação, Assistência Social, Meio Ambiente e Turismo serão convocadas para ações colaborativas.
Dentre as iniciativas previstas, destacam-se mutirões de limpeza em áreas públicas e privadas, remoção de entulhos e potenciais criadouros do mosquito, além de um reforço nas campanhas educativas. A participação da população é crucial, sendo oficialmente convocada para eliminar focos de mosquitos em suas residências e permitir o acesso dos agentes de saúde.
A secretária municipal de Saúde, Mara Nilza da Silva Adriano, ressaltou a urgência da decisão: “Quando os índices de infestação atingem determinados patamares, a resposta precisa ser rápida e integrada. Estamos diante de uma corrida contra o tempo para reduzir a população do mosquito antes que os casos em humanos se multipliquem exponencialmente”. Sua fala traz à tona a pressão e a responsabilidade que todos têm na luta contra a dengue.
Carlos Rodrigues, coordenador municipal de Combate a Endemias, também reforçou a relevância da medida neste momento estratégico. “O período de chuvas e calor é ideal para a proliferação do Aedes. Agora é o momento de agir com máxima intensidade para proteger nossas famílias”. Essa mensagem ressoa como um alerta à comunidade, destacando que ações efetivas são necessárias para mitigar os riscos.
À medida que o decreto entra em vigor, as autoridades enfatizam que a vitória na luta contra a dengue não depende apenas dos agentes de saúde, mas do comprometimento de cada cidadão. Ao cuidar de seus espaços, cada pessoa não só protege a si mesma, mas também toda a sua comunidade, demonstrando que a saúde pública é uma responsabilidade compartilhada.
