A Tradição do Coco em Petrolina
Com uma mistura de ritmo vibrante e alegria contagiante, o grupo de Dança do Coco, apoiado pela Fundação Nilo Coelho, se destaca como um importante representante da cultura popular do Nordeste em Petrolina, Pernambuco. O grupo é formado por jovens do bairro João de Deus e tem como missão manter viva uma tradição que remonta a várias décadas, servindo como um elo precioso entre gerações.
O Coco é uma dança de roda originária do Nordeste do Brasil, com raízes que se entrelaçam com a cultura africana e indígena. Sua origem remonta aos antigos engenhos de açúcar de estados como Pernambuco, Alagoas e Paraíba, onde se firmou como um símbolo de coletividade e resistência. A dança é marcada por um som característico, produzido por instrumentos como o triângulo, atabaque, pandeiro e ganzá. Além disso, as palmas e as vozes dos dançarinos trazem uma sonoridade única e uma atmosfera de alegria que contagiava todos os presentes.
A Evolução do Grupo
A versão contemporânea do Coco que conhecemos hoje foi desenvolvida na década de 1970, na antiga Escola Marechal Antônio Alves Filho (EMAAF), sob a liderança da professora Zélia Almeida. Essa adaptação acabou se tornando conhecida como Coco do EMAAF, incorporando características sertanejas e elementos do cotidiano, como o pilão, o milho e as cascas de coco, além de trajes que refletem influências da Bahia.
Em 2019, a professora Maria Beatriz Santana Barreto, que atualmente ocupa o cargo de Vice-Presidente da Fundação Nilo Coelho e foi ex-professora da EMAAF, decidiu resgatar essa valiosa manifestação cultural em colaboração com o artista e coreógrafo Antônio Justino Filho. Desde então, a iniciativa tem sido sustentada e valorizada pelo atual presidente da fundação, Miguel Coelho. O grupo agora faz parte do projeto Arte e Vida, que oferece suporte socioeducativo, cultural e psicopedagógico a crianças e adolescentes do bairro João de Deus.
Impacto Cultural e Social
Comandado por Júlia Ferreira da Silva, o grupo de Dança do Coco tem se destacado com apresentações que encantam o público local e reforçam o compromisso da Fundação Nilo Coelho com a valorização da cultura popular. As performances não apenas contribuem para a preservação das tradições, mas também promovem inclusão social e o fortalecimento da identidade cultural da comunidade de Petrolina.
A dança do Coco, portanto, não é apenas uma atividade artística; é uma celebração das raízes e da cultura nordestina, que continua a ressoar com força entre as novas gerações, promovendo um sentimento de pertencimento e orgulho. O trabalho do grupo é uma demonstração de como a arte pode ser um poderoso meio de transformação social e comunitária, unindo pessoas através da música e da dança.
