Conscientização e Ações Urgentes
Na última quinta-feira (04), o programa “Debate das Dez” da Rádio Pajeú promoveu um importante mapeamento sobre a situação de saúde em Afogados da Ingazeira, especialmente em relação aos casos de dengue, zika e chikungunya. Durante a discussão, moradores de diferentes bairros participaram via telefone e WhatsApp, trazendo relatos preocupantes sobre a proliferação do Aedes Aegypti e as deficiências nas ações preventivas dos órgãos competentes.
Representantes comunitários de bairros como Siqueira Pescador, Gérson Carvalho e Neucimar Souza contribuíram com informações sobre a prevenção e combate ao mosquito. Através de fotos e relatos, ficou evidente que a situação em muitas áreas da cidade é alarmante. Segundo os participantes, a falta de conscientização da população e a ineficácia das ações do poder público estão exacerbando o problema.
Com a crescente crise epidêmica, a incidência de doenças relacionadas ao Aedes Aegypti tem sido uma preocupação constante. Os convidados mencionaram que o Hospital Regional Emília Câmara está enfrentando uma alta demanda de pacientes com sintomas das doenças. Evandro Lira, Secretário do Povo, esteve presente e confirmou a gravidade da situação, observando as condições precárias de algumas áreas onde há risco de proliferação do mosquito.
Dentre os locais problemáticos citados, um prédio que era destinado a um presídio foi destacado como um foco de risco. “O lugar está abandonado, com buracos que acumulam água e lixo sendo jogado ao redor”, relatou Siqueira. O antigo Matadouro do Sobreira também foi mencionado como uma área crítica, com a comunidade se mobilizando para solicitar ação da prefeitura.
Áreas Críticas e Falta de Ação
Vários pontos da cidade apresentam acúmulo de água, como nas ruas da Paz e da Felicidade, além de locais próximos à igreja de Damasco. Moradores do Residencial Dom Francisco afirmaram que não houve ação da prefeitura para enfrentar a situação no bairro.
Os ouvintes expressaram sua preocupação, apontando que muitos ainda não perceberam a gravidade da situação. Na rua Josué Martins, foi denunciado um terreno onde o acúmulo de lixo é frequente, o que contribui para o risco de doenças. Já na Rua Renato Graciano, a falta de agentes de saúde desde 2015 tem gerado descontentamento na comunidade.
Uma moradora da Rua Valdecy Xavier de Menezes relatou que contraiu chikungunya e que existem vários casos na sua vizinhança, aumentando a preocupação com a saúde pública. Outras áreas, como o centro da cidade, também apresentaram problemas; um imóvel na Rua 15 de Novembro acumulava entulhos, tornando-se um risco à saúde local, com relatos de infestações de baratas e escorpiões.
Marcos Henrique, morador da Rua Dário Mascena, criticou a falta de fiscalização e a ausência de visitas de agentes de endemias e saúde, questionando a efetividade das ações governamentais no combate ao Aedes Aegypti. “A população não parece estar ciente da gravidade do problema e a falta de ações concretas por parte das autoridades só agrava a situação”, comentou.
A Resposta do Poder Público
As discussões revelaram a urgência de um engajamento maior da população e de medidas efetivas por parte do poder público. Em nota, a Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Afogados da Ingazeira afirmou que está em contato com os setores envolvidos para tomar providências em áreas onde há risco de proliferação do mosquito.
A prefeitura também comentou sobre o Residencial Dom Francisco, anunciando que estão previstas obras de calçamento e destacando a importância da creche Evangelina Siqueira para a comunidade, proporcionando apoio às famílias que trabalham.
O cenário é preocupante, e a mobilização da população, juntamente com ações governamentais efetivas, é crucial para conter a propagação das doenças transmitidas pelo mosquito. A conscientização e a responsabilidade compartilhada tornam-se, assim, fundamentais nesse contexto de saúde pública.
