Histórias de Vida ao Lado do Velho Chico
No dia 3 de janeiro de 2026, o jornalista e fotógrafo Caio Alves lançou um fotolivro que explora a profunda relação entre mulheres e o Rio São Francisco. Intitulado ‘Mulheres do (Velho Chico) Opará: conexões e histórias’, o projeto é uma ode à memória, cultura e resistência feminina, destacando a vivência de três mulheres que habitam as margens do famoso rio, em Petrolina, Sertão de Pernambuco.
Com um olhar atento, Alves escolheu Aline Alcântara, Alinne Café e Martha Nunes, conhecida como Sannuma, como protagonistas de narrativas que refletem suas experiências cotidianas e a conexão afetiva que mantêm com o rio. Por meio de fotografias, colagens e depoimentos, o fotolivro capta a essência do cotidiano dessas mulheres e os saberes ancestrais que elas carregam. A proposta é dar voz a histórias que frequentemente permanecem à margem.
Um dos aspectos mais marcantes do projeto é o resgate do nome original do rio, ‘Opará’, uma palavra de origem indígena e feminina, que remete ao período anterior à colonização. Caio Alves defende que este gesto é mais do que uma questão estética. “O rio já tinha nome antes da colonização. Trazer de volta o Opará é um ato de memória e de respeito às histórias que foram silenciadas ao longo do tempo”, comenta o jornalista, enfatizando a importância de valorizar os saberes originários e as mulheres que fortalecem essa relação.
