Esclarecimentos Sobre a Investigação do Crime
A família do policial civil aposentado Charles Douglas, que foi brutalmente assassinado em Petrolina, Pernambuco, divulgou uma nota com esclarecimentos a respeito da investigação em andamento. Eles abordam não apenas a motivação por trás do crime, mas também detalhes sobre a dinâmica dos eventos que culminaram na tragédia.
Motivações do Crime
De acordo com a nota, havia uma relação de negócios entre a vítima e o acusado, que envolveu a construção de um imóvel em uma área comprada por Charles Douglas. A construção, realizada pela construtora do policial, foi questionada pelo acusado quanto ao seu término. Entretanto, essa insatisfação foi resolvida amigavelmente, com um novo acordo que incluiu a ampliação da obra, e ambos não apresentavam conflitos significativos até o momento do crime.
Dinamismo dos Eventos
No dia do crime, Charles Douglas estava em sua chácara, aproveitando um momento de confraternização com amigos. O acusado, que é vizinho, se aproximou sem ser convidado e se juntou ao grupo. Uma discussão sobre a obra em questão começou a esquentar entre os dois, resultando em um breve confronto que foi rapidamente controlado pelos presentes. Não houve agressões físicas significativas nesse momento.
Após a discussão, Charles Douglas e seus convidados deixaram o local. Em um ato surpreendente, o acusado ligou para a vítima, manifestando a vontade de resolver os conflitos e “fazer as pazes”. Assim, Charles decidiu retornar à chácara para esclarecer o mal-entendido. Ao chegar, estabeleceu um breve diálogo com o vizinho, enquanto permanecia dentro do seu veículo. Em um ato inesperado, o acusado disparou uma arma de fogo à queima-roupa, atingindo Charles na cabeça, resultando em sua morte instantânea. Após o ato, o acusado fugiu do local sem prestar socorro.
Aspectos Legais do Caso
Com base nas evidências coletadas pela Polícia Judiciária, que incluem depoimentos de testemunhas, provas periciais e imagens de câmeras de segurança das redondezas, o acusado deverá ser indiciado por homicídio qualificado. O crime foi considerado de motivo fútil e ocorreu em circunstâncias que impossibilitaram a defesa da vítima.
A família de Charles Douglas expressou plena confiança nas investigações que estão sendo conduzidas pelas autoridades e reafirmou seu comprometimento com a busca pela verdade e pela justiça, além de honrar a memória do policial civil.
